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Lula nega subestimar Flávio Bolsonaro e relembra 2002

Não subestimei capacidade de Flávio e da direita, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta segunda-feira (19.out.2026) ter subestimado a força do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, na corrida eleitoral atual. O posicionamento do petista foi manifestado durante entrevista concedida ao SBT.

O peso do bolsonarismo

Durante a conversa com a emissora, o chefe do Executivo destacou que o movimento liderado pelos seus adversários possui relevância expressiva tanto no cenário nacional quanto no internacional. O avanço conservador tem sido observado em diversos territórios globais nos últimos anos.

“Ninguém subestima a capacidade da direita nesse país e no mundo inteiro, em que ela tem crescido de forma muito grande em quase todos os países do mundo. E nós sabemos o que representa o bolsonarismo, o que representa a direita no Brasil”, afirmou o presidente.

Frustração com o primeiro turno e comparações históricas

O candidato à reeleição admitiu publicamente que sofreu um baque ao não garantir a vitória já na primeira etapa do pleito. Nos resultados oficiais, ele terminou a contagem atrás de seu principal oponente: enquanto Flávio Bolsonaro registrou 47,03% dos votos válidos, totalizando 56.104.503 sufrágios, o petista alcançou 45,16%, o equivalente a 53.879.538 eleitores.

Para ilustrar o sentimento de expectativa não concretizada, o líder governista resgatou memórias da disputa presidencial de 2002, quando conquistou o Palácio do Planalto pela primeira vez ao superar José Serra (PSDB) no segundo turno com 61,27% dos votos válidos.

“Não sei por que, mas em 2002 eu tinha tanta certeza que eu ia ganhar as eleições, mas tanta certeza, que eu ia para o debate como se eu fosse já eleito presidente da República, tal era a força do povo que me apoiava. E quando não deu no 1º turno, eu te confesso que fiquei muito frustrado. Fui ao meu comitê, tinha muita delegação estrangeira, todo mundo de cabeça baixa. Eu fui obrigado a fazer um discurso para levantar o moral da minha tropa”, declarou o político.

Estratégia de campanha e novos redutos

Diante do cenário competitivo, a cúpula da campanha petista intensificou os esforços voltados à recuperação de sufrágios em praças onde o desempenho ficou abaixo das expectativas iniciais. A articulação envolve esforços concentrados em estados e regiões estratégicas, com atenção especial voltada para o Nordeste, a região Sul, o estado de Minas Gerais e o território paulista.

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