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Seca extrema em Santarém mobiliza conselho de meio ambiente

Seca extrema e queimadas levam Conselho de Meio Ambiente a convocar reunião em Santarém

Diante de um cenário de estiagem severa e avanço das chamadas, o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Santarém (CMMA) convocou uma reunião extraordinária para definir estratégias de combate ao desmatamento e aos incêndios florestais no município paraense.

Estratégias contra queimadas e adesão federal

O encontro foi agendado para as 9h desta segunda-feira (19), na sede do Centro Municipal de Informação e Educação Ambiental (Ciam), localizado no Centro da cidade. Entre as pautas principais está a formalização da entrada do município no terceiro ciclo do programa “União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais”, iniciativa promovida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Além da adesão ao programa federal, os conselheiros avaliam os relatórios recentes de monitoramento de focos de calor com o suporte técnico do professor Alex Santos da Silva. O grupo também debate os desdobramentos do Decreto Estadual nº 5.606, que estabeleceu um estado preventivo de alerta climático e ambiental em todo o território.

Quase três meses sem chuvas e emergência decretada

A mobilização ocorre em meio a uma crise climática aguda. A Prefeitura de Santarém decretou estado de emergência com validade de 90 dias após registrar quase três meses sem precipitações significativas, visto que a última chuva ocorreu em 23 de julho. A medida jurídica agiliza processos de compras e contratações voltadas ao atendimento humanitário.

Com a forte estiagem, a secas dos lagos provocou o isolamento de diversas comunidades locais. A Defesa Civil e o Comitê de Gestão de Riscos seguem acompanhando os níveis dos rios Amazonas e Tapajós para assegurar o fornecimento de água potável e mantimentos às populações que dependem exclusivamente do transporte fluvial.

Monitoramento dos rios e atuação do CMMA

No domingo (18), o Rio Tapajós registrou a cota de 1,63 metro, ficando 1,38 metro abaixo da marca obtida no mesmo período do ano passado. Embora o volume supere as mínimas históricas de 2024 (0,20 metro) e 2023 (0,58 metro), o cenário permanece preocupante, pois a linha de alerta está estipulada em 2,10 metros.

Vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), o CMMA atua como um órgão deliberativo e consultivo na definição de normas de fiscalização e gestão ambiental. O colegiado conta com 22 integrantes entre titulares e suplentes, reunindo autoridades governamentais, sindicatos e instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

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