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Fim dos patrocínios de bets deixa clubes da Série A sem marcas na camisa

Fim das bets deixa 7 clubes sem patrocinador máster

A proibição da publicidade de apostas esportivas provocou um impacto imediato no futebol nacional, deixando sete dos 14 clubes da Série A que contavam com patrocínio master de empresas do setor sem marcas estampadas na parte principal de seus uniformes nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro.

Impacto nos clubes e alternativas adotadas

Equipes como Bahia, Cruzeiro, Grêmio, Vitória, Palmeiras, Chapecoense e Atlético-MG precisaram disputar partidas recentes com o espaço nobre da camisa totalmente vago. Por outro lado, outros times encontraram soluções diversas, desde acordos pontuais com novas marcas até a promoção de iniciativas internas.

O Corinthians passou a exibir a Shopee como patrocinadora máster após uma ação inicial com a Jota.ai. Da mesma forma, o São Paulo substituiu a Superbet pela Superscore, enquanto o Internacional também recorreu à Shopee nas últimas rodadas. No Rio de Janeiro, o Botafogo promoveu o programa de sócio-torcedor Camisa 7 e o Vasco destacou o Sócio Gigante. O Athletico-PR seguiu o mesmo caminho institucional, e o Santos divulgou o Instituto Leão do Mar antes de fechar com o Agibank para ocupar o espaço principal.

Protestos e articulação jurídica

Diante da restrição, Flamengo e Fluminense adotaram um posicionamento de contestação direta durante o clássico realizado no dia 11 de outubro. Os dois times estamparam nos uniformes e em placas publicitárias a frase “Proibir não é proteger”. O clube rubro-negro havia tentado barrar a determinação na Justiça, mas não obteve sucesso em conseguir uma liminar em tempo hábil.

As empresas de apostas representavam 34% de todas as receitas de marketing dos 20 principais clubes do futebol brasileiro no ano anterior, movimentando cerca de R$ 1,1 bilhão dentro de um mercado total de R$ 3,2 bilhões, conforme dados de levantamento da Sports Value.

Disputa no STF e estoque de camisas

Enquanto entidades do setor de apostas, emissoras de rádio e TV e vários clubes pressionam o Supremo Tribunal Federal para suspender a medida, a Advocacia-Geral da União defende a manutenção das regras e pede que a Procuradoria-Geral da República seja ouvida. O ministro Luiz Fux deve analisar o mérito da questão somente após o segundo turno das eleições, em 25 de outubro.

Em meio ao impasse jurídico, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência autorizou a comercialização dos uniformes que já haviam sido produzidos com logotipos de casas de apostas antes da medida provisória, desde que os estoques sejam vendidos sem caráter promocional ou novas campanhas publicitárias.

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