O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira, 16, durante sabatina na TV Globo, que pretende propor uma emenda à Constituição para acabar com a reeleição de presidentes. “Eu só preciso de um mandato”.
Propostas econômicas e ajuste fiscal Durante a entrevista, Flávio negou que pretenda cortar aposentadorias, reduzir o salário mínimo ou diminuir os recursos obrigatórios destinados à saúde e à educação. Ele acusou a campanha do presidente Lula da Silva (PT) de distorcer suas propostas econômicas fazendo ‘terrorismo’. Afirmou que “o melhor ajuste fiscal é tirar Lula do poder” e acusou o adversário de gastar R$ 350 bilhões para tentar se reeleger.
Mudança de postura sobre a escala 6×1 Sobre a escala de trabalho 6×1, Flávio disse que mudou de posição depois de ouvir trabalhadores durante a campanha. “Eu rodei o Brasil e ouvi o que o trabalhador queria”. O candidato assegurou que, se eleito, seu governo respeitará todas as leis trabalhistas.
Críticas ao Judiciário e ao STF Flávio também defendeu mudanças no Judiciário e criticou a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes. O senador questionou a imparcialidade do ministro e apontou o que considera excessos na atuação da Corte.
Segurança pública e narcoterrorismo Na área da segurança pública, Flávio defendeu o endurecimento do combate às facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
Disse que, se eleito, o Brasil fará parte do bloco Escudo das Américas, que é uma coalizão militar, política e de segurança internacional lançada em março de 2026 pelo governo dos Estados Unidos.
O candidato do PL reforçou sua disposição em defender uma atuação mais rigorosa do Estado contra esses grupos e medidas para ampliar a segurança da população. “Serão classificadas de organizações narcoterroristas”.
Definição sobre futuros cargos Sobre nomeações no eventual mandato, Flávio descartou a possibilidade de empossar o irmão, Eduardo Bolsonaro, no Ministério das Relações Exteriores. Em relação ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que não está nos planos colocá-lo em um cargo de eventual governo.






