A recém-empossada secretária de imprensa da Casa Branca, Katie Zacharia, gerou controvérsia ao minimizar a relevância econômica e o avanço da China sob a justificativa de que a nação asiática carece de “banheiros adequados”.
Reação oficial e estreia conturbada Diante da declaração, o governo chinês respondeu com um convite irônico feito pela porta-voz da diplomacia do país, Mao Ning, durante um pronunciamento oficial em Pequim: “Nós a convidamos a visitar a China com mais frequência, quando tiver oportunidade”, disse a porta-voz da diplomacia do país asiático, Mao Ning, com um leve sorriso, durante uma entrevista coletiva.
A polêmica declaração foi concedida na quinta-feira (15) durante participação no podcast do influenciador de direita Jack Posobiec. Na ocasião, a representante do governo norte-americano relembrou o período em que residiu no território chinês na década de 2010.
Contexto histórico e repercussão “Nos diziam que Hillary (Clinton) ia ganhar, que os dias de glória dos Estados Unidos haviam acabado, que a China estava despontando no horizonte. Eu lembro disso muito claramente, tinha acabado de voltar da China e pensava: ‘Como é que a China é o próximo país no horizonte? Eles nem têm banheiros adequados”, declarou Katie Zacharia, de 41 anos.
A fala ocorreu no mesmo dia em que a nova porta-voz conduziu sua primeira coletiva de imprensa na Casa Branca. O evento durou apenas 15 minutos e contou com respostas direcionadas a apenas três jornalistas. Ela assumiu a função que pertencia a Karoline Leavitt, aliada de Donald Trump que deixou o cargo em agosto para se dedicar à família após o nascimento do segundo filho.
Questionamentos sobre a carreira jurídica Além da repercussão internacional de suas declarações sobre Pequim, a funcionária do governo enfrenta escrutínio público a respeito de suas credenciais legais. Ela se apresenta como advogada e conselheira de uma organização não governamental conservadora na Califórnia, além de mencionar passagens por um escritório de advocacia na China.
No entanto, durante a entrevista concedida na quinta-feira, a secretária deu a entender que não obteve aprovação no exame da Ordem dos Advogados norte-americana. Ao ser questionada sobre o tema, justificou que estava “distraída e sobrecarregada” com os preparativos para a mudança internacional ao lado do cônjuge.
Segundo seu relato, o retorno ao território estadunidense e o nascimento de seu primeiro herdeiro impediram uma nova tentativa de prestar o exame profissional exigido no país.
Panorama diplomático atual A controvérsia surge em um momento de estabilidade nas relações bilaterais entre Washington e Pequim. Em setembro, durante uma cúpula na capital dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping trocaram elogios públicos.
Na ocasião, as autoridades discutiram pautas estratégicas como inteligência artificial, acordos comerciais e desdobramentos diplomáticos envolvendo o conflito no Irã. Em sua visita mais recente à potência asiática, o chefe de Estado norte-americano destacou a construção de laços de “grande amizade” com o mandatário chinês.






