Nenhum parlamentar da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) compareceu à cerimônia solene de promulgação da PEC que acaba com a escala 6×1 nesta 6ª feira (16.out.2026), apesar de terem votado massivamente a favor da medida. Entre as ausências mais notadas esteve a do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Regras da sessão solene Detalhes da votação e da solenidade no Legislativo
A solenidade que oficializou a emenda não exige quórum mínimo e dispensa registro oficial de presença, o que impediu que a falta dos oposicionistas entrasse para estatísticas formais. A aprovação da matéria havia ocorrido na 4ª feira (14.out) com um placar expressivo de 75 votos favoráveis e apenas 1 contrário.
O evento contou com discursos e presenças de peso, incluindo o próprio chefe do Executivo, além do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Campanha eleitoral e posicionamento estratégico Os bastidores políticos da ausência de Flávio Bolsonaro
Durante a votação principal na Casa Alta, Flávio também não marcou presença física e precisou registrar seu voto de maneira remota, já que cumpria compromissos de campanha eleitoral na cidade de Porto Alegre.
A estratégia adotada pelos aliados visava blindar o candidato, pois a avaliação interna indicava que seria politicamente desastroso se posicionar contrariamente à Proposta de Emenda à Constituição responsável por reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, garantindo um dia adicional de descanso aos trabalhadores.
Impacto na corrida presidencial Como a pauta trabalhista mexe com o segundo turno
Seguindo a orientação da liderança, os demais congressistas da base aliada apoiaram o texto no plenário, embora tenham feito ressalvas e críticas ao teor da pauta. Apenas três nomes do PL deixaram de registrar voto: Sergio Moro (PL-PR), Marcio Bittar (PL-AC) e Rogério Marinho (PL-RN), que atua como coordenador da campanha presidencial de Flávio. O único voto contrário na Casa partiu do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Atualmente, Flávio enfrenta Lula na disputa pelo segundo turno. A efetivação do fim da escala 6×1 representa um trunfo político relevante para a campanha petista, que tenta reverter o cenário eleitoral e garantir a reeleição no pleito marcado para 25 de outubro.






