A adolescente Ana Vitória Nascimento Santos, de 17 anos, morta em confronto com agentes civis em Nova Andradina (MS), era suspeita de planejar o homicídio do próprio pai, Gilson Santana dos Santos. De acordo com as apurações da polícia, pai e filha integravam facções criminosas rivais, sendo a jovem ligada ao Comando Vermelho (CV) e o genitor associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Farsa para motivar o crime
As investigações apontam que Ana Vitória inventou uma agressão sexual supostamente cometida pelo pai com o objetivo de provocar uma represália violenta do Comando Vermelhor contra ele. No entanto, os levantamentos policiais comprovaram que a denúncia era falsa e que nenhum crime de natureza sexual foi cometido por Gilson.
Histórico dos suspeitos mortos no confronto
Além da adolescente, Wermerson Costa Anjos, de 28 anos, e João Lucas Santos Nunes, de 23, também perderam a vida durante a troca de tiros com as forças de segurança. Os três eram investigados por envolvimento nas mortes de Gilson Santana dos Santos, executado em 29 de setembro, e de Natalício Rodrigues dos Santos, assassinado em 5 de outubro.
Wermerson possuía passagens por organização criminosa, sequestro e ameaça, sendo apontado como integrante do setor de disciplina da facção. Já João Lucas acumulava registros policiais desde a juventude, incluindo passagens por lesão corporal no âmbito de violência doméstica e homicídio.
Ação policial e apreensões
A ofensiva integrou a operação Descarrilho, mobilizando equipes especializadas como o Garras, a Denar e a Defron para cumprir ordens judiciais em municípios sul-mato-grossenses. O confronto ocorreu quando os policiais adentraram o imóvel no bairro São Vicente de Paulo, onde os suspeitos estavam escondidos.
No local da ocorrência, as autoridades recolheram uma pistola calibre 9 mm, um revólver calibre .32, um revólver calibre .38, além de 22 munições e uma motocicleta que possivelmente teria sido empregada na execução dos homicídios investigados pela corporação.






