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Rede de tráfico em Maringá e Sarandi era chefiada de Londres por aplicativo

Tráfico comandado de Londres vendia droga por delivery no Paraná

Uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Paraná revelou que uma organização criminosa voltada ao comércio de entorpecentes em Maringá e Sarandi era controlada à distância por fornecedores residentes em Londres, na Inglaterra. A investida policial ocorreu na última quinta-feira, 15, com o objetivo de desarticular os diversos níveis do grupo criminoso responsável pelo suprimento e escoamento das substâncias ilícitas na região noroeste do estado.

Es esquema estruturado e vendas por delivery

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), o suspeito comandava o abastecimento no Estado pela internet, enquanto a quadrilha funcionava em camadas — fornecedores, distribuidores, entregadores e operadores financeiros. A estrutura criminosa foi totalmente mapeada ao longo de um ano de diligências conduzidas em conjunto com o Ministério Público.

O inquérito teve início com a captura de indivíduos que atuavam na distribuição de drogas em Sarandi. A partir dessas detenções iniciais, os investigadores conseguiram destrinchar um esquema muito maior que contava, inclusive, com um sistema de vendas por delivery em ambas as cidades paranaenses.

Conexões internacionais e litoral

Além da cúpula situada na capital inglesa, a polícia identificou um segundo grande fornecedor radicado em Praia de Leste, no litoral do estado. O aprofundamento das apurações revelou ainda a participação de laranjas que cediam contas bancárias para o depósito e o giro do capital obtido com o crime, apontando indícios claros de ocultação da origem ilícita dos recursos financeiros.

As autoridades descobriram que um dos investigados na gênesis do processo é sobrinho de um indivíduo apontado como líder de uma facção criminosa com atuação nacional no Paraná, que atualmente estaria foragido no Paraguai.

Ação coordenada e cumprimento de ordens judiciais

Com o propósito de desmantelar toda a teia criminosa, a PCPR mobilizou aproximadamente 100 policiais civis para atuar simultaneamente em Maringá, Sarandi, Praia de Leste e no município paulista de Franco da Rocha.

No total, foram expedidas 57 ordens judiciais, englobando 21 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 14 de busca e apreensão, 16 bloqueios de contas bancárias e uma ordem de sequestro de veículo automotor. A ofensiva policial visa paralisar integralmente a cadeia do grupo, desde a aquisição e guarda dos entorpecentes até a comercialização e o branqueamento de capitais.

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