O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, informou nesta quinta-feira (15.out.2026) que o Instituto Nacional do Seguro Social ainda contabiliza 157 mil requerimentos de alta complexidade em análise. Apesar desse estoque remanescente, o tempo médio de espera no órgão caiu para 25 dias, índice inferior ao teto legal estabelecido em 45 dias.
Esclarecimentos sobre o estoque de processos
Durante participação em entrevista, o representante da pasta esclareceu que o montante de casos complexos diminuiu de 235 mil para 157 mil até a metade de outubro. O ministro sustentou que a existência desses procedimentos específicos não desfaz o anúncio feito em setembro sobre o fim da fila tradicional, uma vez que a gestão adota um parâmetro próprio para mensurar a espera.
A autarquia federal lida mensalmente com um influxo superior a 1,3 milhão de novos pedidos. Com base no critério governamental, o total de solicitações em aberto despencou de 3,12 milhões no mês de fevereiro para zero ao término de setembro.
Estratégias de aceleração e produtividade
O avanço na celeridade dos atendimentos decorreu da implementação de mutirões, da contratação de analistas e peritos médicos, da expansão das salas de perícia conectada e da quitação de gratificações por desempenho aos servidores.
Desafios no âmbito judicial
No que tange ao Poder Judiciário, o ministério monitora 4,5 milhões de litígios ligados à Previdência. Para amenizar esse passivo, a pasta integra uma força-tarefa em conjunto com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
O titular da pasta apontou que a judicialização excessiva está vinculada ao fenômeno da “advocacia predatória”, explicando que causídicos oriundos do direito trabalhista migraram para o setor previdenciário após alterações legislativas nas normas de responsabilização daquela área.
Ainda segundo a avaliação oficial, a maior parte das resoluções administrativas do INSS é referendada pelos tribunais. O instituto busca aprimorar a precisão técnica das respostas para desestimular o recurso à via judicial, embora o cenário atual demande esforço integrado com o CNJ e o reconhecimento da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no combate a práticas irregulares.






