A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) acusou nesta 4ª feira (14.out.2026) o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de alterar seu posicionamento em relação ao fim da jornada 6×1 unicamente por motivações eleitorais.
Críticas à postura do senador
Durante pronunciamento, a congressista apontou que o apoio recente do parlamentar à pauta trabalhista não passa de uma estratégia para atrair o eleitorado. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a modalidade de trabalho foi aprovada em dois turnos expressivos, registrando 75 votos favoráveis e apenas 1 contrariedade em cada uma das etapas no Congresso.
“Flávio usa trabalhadores para se eleger”, declarou Erika.
Votação remota e ausência
Mesmo registrando seu voto favorável à medida de forma remota devido a agendas de campanha na cidade de Porto Alegre (RS), Flávio foi alvo de duras críticas por não comparecer presencialmente ao plenário durante as sessões de deliberação da PEC.
Para a deputada, a defesa de um modelo alternativo baseado em negociações diretas entre patrões e empregados acerca de remuneração e horas trabalhadas esconde um risco real para a classe trabalhadora brasileira caso o opositor vença a disputa presidencial.
“Se ele se tornar presidente do Brasil, a escala 6 X 1 vai voltar”, disse.
Atrasos e cobranças
A parlamentar do Psol também atribuiu ao grupo político do senador a responsabilidade pela lentidão no avanço da pauta legislativa, afirmando que os aliados tentaram barrar as mudanças trabalhistas antes de mudarem de ideia de última hora de olho nas urnas.
Por fim, a deputada cobrou explicações direcionadas à parcela feminina da força de trabalho, enfatizando a ausência de debates direcionados a mães atípicas que enfrentam a rotina exaustiva da escala.
“Cadê o senador Flávio Bolsonaro? Cadê os argumentos dele no plenário e no Senado?”, questionou.






