O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, voltou a defender nesta quinta-feira (15) a proposta de estabelecer pena mínima de oito anos de prisão para quem roubar ou revender celulares irregulares. Em uma live, o senador também convocou apoiadores a buscar votos entre os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno, em 4 de outubro, e afirmou que a eleição será uma oportunidade de “decretar o fim da era Lula”.
Propostas para a segurança pública e combate ao crime
Durante a transmissão, que contou com a participação do senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) e do deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), o parlamentar detalhou medidas voltadas ao setor de segurança. Segundo Flávio, ele conta com a dupla para “declarar guerra a narcoterroristas a partir de janeiro do ano que vem”.
“Ladrão de celular vai ficar preso no nosso governo e vai ter que trabalhar”, disse Flávio.
O candidato também criticou medidas defendidas pelo governo Lula nos últimos dias, embora não tenha especificado quais ações eram o alvo das reclamações. A agenda legislativa recente incluiu a aprovação da PEC do fim da escala 6×1 e debates sobre a segurança pública.
Encontro com Jair Bolsonaro e articulação política
O senador comentou sobre a visita realizada na terça-feira (13) ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar em Brasília após condenação de 27 anos e 3 meses por tramar um golpe de Estado. O encontro foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após três meses de impedimento devido ao descumprimento de medidas cautelares.
“Anteontem e hoje estive com esse cara aqui [mostra agenda com foto de Jair Bolsonaro], não sei se vocês conhecem. É o nosso eterno presidente Bolsonaro, que está ali resiliente, firme e forte”, afirmou o senador. “Está muito feliz com o que vocês fizeram nas urnas, em todo o Brasil, no dia 4 de outubro passado e está ansioso para o resultado do dia 25 de outubro”.
Estratégia para o segundo turno e pesquisas
Com o objetivo de ampliar a base de apoio, os participantes da live incentivaram os eleitores a convencerem pessoas que se abstiveram no primeiro pleito a comparecerem às urnas na próxima etapa do processo eleitoral.
“Então, gente, vamos lá dar um gás. Eu faço um pedido aqui para cada um de vocês, fica de missão: você conhece alguém que não foi votar no 1º turno? Você conhece alguém que você pode pedir o voto em Flávio Bolsonaro 22 para presidente, sem ser nesse domingo, no outro domingo?”, disse. “É, gente. Está chegando. Faltam 10 dias só para a gente definir como é que vai ser o futuro das nossas famílias pelos próximos 20, 30, 40 anos”.
Por fim, o candidato comemorou os dados do levantamento Datafolha, que aponta empate técnico com 47% das intenções de voto contra 45% de Lula. O senador questionou a precisão da pesquisa, argumentando que seu desempenho no primeiro turno — quando obteve 47,03% válidos contra 45,16% do adversário — teria sido subestimado pelo instituto em mais de cinco pontos percentuais.
“Gente, se a gente está na frente do Datafolha, você já sabe”, disse. “Se está a gente na frente do Datafolha, pode ter certeza que é muito mais na frente”.






