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Fim da escala 6×1 no senado vira trunfo para lula na imprensa mundial

Fim da escala 6x1 é 'vitória' e dá 'impulso eleitoral' para Lula, destaca imprensa internacional

A aprovação do fim da escala 6×1 pelo Senado brasileiro, realizada na noite de quarta-feira (14/10), ganhou forte repercussão em veículos de comunicação internacionais. A medida foi tratada como uma expressiva conquista política para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bem no período que antecede o segundo turno das eleições, marcado para o dia 25 de outubro.

Repercussão internacional e a leitura da reuters

A proposta passou pelo plenário em dois turnos expressivos, acumulando 75 votos favoráveis e apenas um contrário. Como o texto validado é o mesmo aprovado pela Câmara em maio, a matéria pôde seguir diretamente para promulgação pelo Congresso. A agência internacional destacou o impacto da decisão no cenário nacional:
“Senado do Brasil aprova jornada de trabalho mais curta em vitória para Lula”, destacou a Reuters.

A mesma agência classificou o avanço legislativo como a alteração mais profunda nos direitos laborais do país em várias décadas, ressaltando o ganho político obtido pelo governo federal na reta final da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL). O texto ainda pontuou a adesão surpreendente de parlamentares da oposição, como o próprio adversário de Lula, que anteriormente se posicionavam de forma contrária à alteração. Com a mudança, a projeção oficial aponta que mais de 37 milhões de empregados formais serão atingidos pela queda no teto semanal, que passa de 44 para 40 horas.

A estratégia política e a visão de outros veículos

Veículos como a Associated Press (AP) e o The Guardian também enfatizaram o ganho de popularidade para o atual presidente. Analistas consultados pela AP indicaram que aliados do bloco opositor optaram por não barrar o avanço para evitar desgaste diante da forte aprovação popular, enquanto o setor empresarial e alguns parlamentares tentavam negociar uma transição estendida por dez anos. Na França, o jornal Le Monde deu destaque à promessa cumprida pelo governo, enquanto a alemã Deutsche Welle reforçou que a decisão injeta fôlego na campanha presidencial.

A origem do movimento e as regras de transição

Toda essa reviravolta legislativa tem raiz em um vídeo gravado pelo ex-balconista de farmácia Rick Azevedo, que viralizou nas redes no final de 2023. O desabafo deu origem a uma mobilização nacional encampada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que culminou na apresentação de uma PEC em fevereiro de 2025 somada a outra proposta anterior do ex-deputado Reginaldo Lopes, antes mantida travada no parlamento. Azevedo acabou eleito vereador e, posteriormente, garantiu uma cadeira na Câmara dos Deputados para 2027.

O cronograma de implementação prevê que a exigência de dois dias de descanso comece a valer 60 dias após a promulgação. Já o corte na carga horária semanal ocorrerá de forma gradual: primeiro cai para 42 horas após os mesmos 60 dias iniciais, enquanto o limite definitivo de 40 horas será atingido um ano depois, sem qualquer prejuízo nos salários dos empregados.

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