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Ataques de drones retomam conflito energético entre Rússia e Ucrânia

Drones ucranianos atingem refinaria russa após fim de trégua energética

Na madrugada desta quinta-feira (15), drones ucranianos realizaram um ataque contra uma refinaria de petróleo na região russa de Ryazan, gerando um incêndio de acordo com relatos das autoridades locais. A planta industrial, situada a aproximadamente 300 quilômetros a sudeste de Moscou, foi atingida logo após o anúncio do encerramento de um período de trégua temporária.

Retomada das hostilidades contra o setor energético

A decisão de voltar a alvejar instalações petrolíferas russas foi comunicada por Volodmir Zelenski durante entrevista concedida na quarta-feira (14) ao jornalista britânico Piers Morgan. A medida responde a uma nova onda de bombardeios executada por Moscou contra a infraestrutura de energia da Ucrânia, ignorando a proposta formulada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para cessar agressões mútuas nesse setor.

Escala de violência e resposta militar

Conforme dados divulgados por Zelenski, as forças russas dispararam mais de 850 drones contra território ucraniano durante a madrugada. O Serviço de Emergência do país confirmou que três pessoas perderam a vida e outras seis sofreram ferimentos em uma investida prolongada por mais de dez horas, que atingiu 15 regiões distintas.

A Força Aérea da Ucrânia conseguiu interceptar 536 aeronaves não tripuladas, embora tenha contabilizado danos em 31 pontos estratégicos. O líder ucraniano apontou que Moscou intensificou as ações de forma deliberada após conseguir alívio nas sanções internacionais e aproveitar pressões exercidas por Washington sobre Kiev.

Por outro lado, o Ministério da Defesa da Rússia declarou que o sistema de defesa antiaérea interceptou 166 drones ucranianos durante o mesmo período noturno. O comando militar russo também reportou ter atingido duas embarcações encarregadas do transporte de suprimentos militares.

Atritos diplomáticos com os Estados Unidos

A escalada militar coincide com um momento de profunda crise diplomática entre a administração ucraniana e o governo norte-americano. As críticas de Zelenski a Donald Trump envolveram discordâncias sobre um pacto comercial voltado à importação de diesel russo, além de restrições impostas ao compartilhamento de dados de inteligência ocidentais com Kiev e limitações de uso nos terminais Starlink, desenvolvidos pela empresa de Elon Musk.

O desgaste na aliança ficou evidente durante a entrevista concedida ao jornalista britânico, na qual o chefe de Estado ucraniano expressou frustração com os rumos da diplomacia internacional e a aproximação entre Washington e Moscou.

“É doloroso quando o presidente Trump escolhe um lado, e não o nosso”, disse Zelenski, acrescentando que a Ucrânia precisa contar com os Estados Unidos e outros parceiros estratégicos para continuar se defendendo.

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