Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniram em um ato político na Praça Universitária, localizada em Goiânia, nesta quarta-feira (14). O evento contou com a presença do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, que transmitiu mensagens do governo federal e enfatizou pautas estratégicas para a disputa do segundo turno. A organização não divulgou a estimativa oficial de público presente no local.
Discurso e mobilização popular
Durante sua fala aos eleitores goianos, Guilherme Boulos comentou sobre a mobilização registrada no domingo anterior, que também levou milhares de pessoas às ruas da capital do estado.
“Quando eu vi o vídeo do fim de semana de vocês botando mais de 50.000 pessoas nas ruas de Goiânia, deu um quentinho no coração”, afirmou o ministro.
Apelo ao diálogo e direitos sociais
O representante do governo federal defendeu que os eleitores conversem com diferentes públicos, independentemente de posições partidárias, ressaltando o impacto de propostas sociais em jogo na disputa.
“Nesse segundo turno, não importa se a pessoa com quem nós formos conversar é de esquerda ou de direita, se ela gosta do presidente Lula ou não. Importa se ela quer se aposentar. Porque com o Bolsonaro a aposentadoria vai ser congelada. Importa pra mãe de uma criança autista que recebe o BPC se ela quer ter o seu benefício. Para quem pega remédio no Farmácia Popular, é beneficiário do Bolsa Família, vive no aluguel e sonha com Minha Casa, Minha Vida, se ele vai ter o seu direito ou não”, disse Boulos.
Democracia e pautas de costumes
O evento também serviu para debater a defesa da democracia, os direitos sociais e a proteção às mulheres, com um chamado para a abordagem direta aos eleitores até a votação do segundo turno, marcada para o dia 25.
“Esse segundo turno não é sobre esquerda e direita, é sobre direitos, respeito, é sobre o Brasil!”, afirmou.
“É isso que nós temos que conversar olho no olho com todo mundo. É sobre respeito às crianças. Porque a gente não quer criança crescendo com arma na mão. É sobre respeito às mulheres. Porque a gente quer um presidente que faça pacto contra o feminicídio e não que ache que mulher é fraquejada”, disse.
Propostas para a agricultura familiar
Além dos temas sociais, o ato contou com referências a iniciativas voltadas para a segurança alimentar e o fortalecimento da agricultura familiar como meio de garantir o acesso à alimentação para a população em situação de vulnerabilidade.
Para encerrar a sua participação no ato público, Guilherme Boulos pediu dedicação total da militância na reta final da campanha eleitoral no estado.
“Nós temos dez dias, vocês já têm feito muito, isso tá sendo muito importante. Se a gente chegou hoje numa pesquisa já com empate técnico com Flávio Bolsonaro, é pelo movimento que nós fizemos, que vocês fizeram”, destacou.






