A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira (14) uma operação com o objetivo de desarticular uma milícia acusada de aterrorizar os moradores do Condomínio Jardim Guandu, localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A organização criminosa tem ligações com Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como Juninho Varão, e conta com a participação de um agente da segurança pública entre os investigados.
Detalhes da investigação e ordens judiciais Sob a coordenação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), as equipes policiais saíram às ruas para cumprir dois mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão. As determinações foram expedidas pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa.
Esquema de extorsão e coerção no condomínio Conforme apurado pelas autoridades policiais, nove suspeitos foram formalmente identificados e indiciados no decorrer das investigações. O bando operava com uma estrutura altamente organizada para realizar cobranças ilegais, contando com divisão de tarefas bem definidas, rigorosa fiscalização dos pagamentos e prestação de contas constante. Os moradores que resistiam eram submetidos a graves intimidações, que incluíam ameaças de violência física e a expulsão sumária de seus imóveis. Além disso, a milícia interferia diretamente na administração do condomínio.
Alvos principais da operação policial Entre os alvos dos mandados de prisão estão Felipe Alves da Silva, também chamado de Felipinho ou Portugal, apontado pelas autoridades como o braço direito de Juninho Varão e líder do esquema de cobranças, e Marcos Francisco dos Prazeres Júnior, conhecido como MJ, apontado como um dos executores das extorsões e pressões psicológicas sobre os residentes.
Participação de agente público e próximos passos Um policial militar da ativa figura entre os alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos pelos agentes. As investigações apontam que ele utilizava sua posição para influenciar a gestão do condomínio e mantinha canal direto com a cúpula da facção criminosa. A corporação destaca que a patente de autoridade do PM e o medo gerado nos moradores eram aproveitados para forçar o pagamento das taxas ilegais. A investida policial visa desestruturar os setores financeiro e operacional da milícia, além de apurar o envolvimento de servidores públicos no esquema criminoso.






