A Polícia Federal apontou que integrantes da facção italiana ‘Ndrangheta decretaram ameaças contra a influenciadora Paula Simões e estipularam que a cabeça dela valia cerca de € 250 mil após descobrirem um relacionamento extraconjugal da investigada.
Esquema de lavagem de dinheiro e luxo financiado Conforme os levantamentos policiais, a mulher passou a ser visada pela cúpula criminosa por ostentar viagens e luxos bancados pelo narcotráfico ao lado do advogado Patrick Cardoso, com quem se envolveu entre 2019 e 2023. O caso veio à tona anos após a prisão do ex-marido dela, Patrick Assisi, e do sogro, Nicola Assisi, ocorridas em Praia Grande, no litoral paulista.
Os investigadores detalharam que os líderes da organização exigiram o afastamento imediato de Cardoso, sob o argumento de que a logística do tráfico poderia sofrer sérios prejuízos. Além disso, a influenciadora foi pressionada a quitar débitos pendentes referentes a carregamentos de cocaína já enviados ao exterior.
Atuação como herdeira operacional do narcotráfico Paula assumiu o comando das operações de envio de cocaína no Brasil após a detenção de seus familiares em julho de 2019, sendo tratada pelos investigadores como herdeira operacional do esquema criminoso.
Utilizando o codinome ‘Chanel’ em um aplicativo de mensagens criptografadas, ela intermediava negociações entre produtores sul-americanos e compradores europeus. A rede criminosa ainda estabeleceu contato com Elton Leonel Rumich da Silva, o Galã, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital no Paraguai.
Envolvimento de advogado e movimentação milionária A investigação também revelou a participação de Patrick Raasch Cardoso, que atuava como intermediário nas negociações com a máfia e na coordenação de remessas ilícitas. O profissional do Direito também é acusado de gerenciar a lavagem de capitais da influenciadora, incluindo a compra de uma mansão avaliada em R$ 1,6 milhão.
Paralelamente, a operação identificou que Paula operava um sistema clandestino de remessas financeiras em parceria com um doleiro, movimentando mais de US$ 6 milhões em recursos ilícitos do clã entre 2020 e 2021.






