A cúpula da campanha do presidente Lula (PT) avaliou durante reunião na última terça-feira (13) que uma eventual virada na disputa presidencial está diretamente condicionada a uma evolução positiva nos levantamentos de opinião até o final desta semana. O encontro foi conduzido pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, com representantes do PSB, PSOL, Rede, PV, PDT e MDB.
Clima ameno e otimismo com pesquisas internas
Diferentemente da atmosfera de cobranças intensas registrada logo após o primeiro turno, a conversa desta semana transcorreu com otimismo comedido. Edinho apresentou dados de monitoramentos internos contratados pelo partido, conhecidos como trackings, que apontam uma trajetória de aproximação entre o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL) nos últimos dias. Os números não oficiais indicam uma diferença de aproximadamente dois pontos percentuais nos votos válidos.
A expectativa compartilhada pelos políticos ouvidos é de que os próximos levantamentos públicos consolidem essa tendência, permitindo que a campanha chegue viável à semana derradeira. A agenda de divulgação conta com a Quaest nesta quarta-feira (14) e o Datafolha na quinta-feira (15). Na terça-feira, o instituto PoderData/Aya já havia apontado uma redução na distância entre os concorrentes, com Flávio somando 51% e Lula alcançando 49% no segundo turno.
Estratégia para a reta final e combate à abstenção
O senador Renan Filho (MDB), ex-ministro da Infraestrutura, conversou com jornalistas na saída do evento e afirmou que, em se comprovando uma aproximação de Lula e Flávio nas pesquisas, os aliados do presidente chegarão à semana final de campanha “com a faca nos dentes” para tentar a virada. O parlamentar também defendeu foco total em convencer eleitores simpáticos ao governo a mobilizarem familiares e amigos que não compareceram às urnas no primeiro turno, priorizando a redução da abstenção em vez de buscar novos eleitores.
Além disso, o grupo debateu a necessidade de concentrar esforços em redutos eleitorais tradicionais do partido. Nos próximos dias, Edinho Silva conduzirá reuniões setoriais com lideranças regionais para alinhar táticas específicas de mobilização.
Agenda de Lula no Sudeste
Enquanto a coordenação ajusta o planejamento regional, a agenda de rua do titular do Executivo priorizará os maiores colégios eleitorais do país para tentar reverter a desvantagem. Após cumprir ato na Avenida Paulista, em São Paulo, no domingo (11), o presidente tem viagens programadas para Minas Gerais e Rio de Janeiro até o encerramento da disputa.






