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Otan promete destruir bases inimigas em meio à tensão com Moscou

Otan: em referência à Rússia, comandante promete ‘destruir estruturas inimigas’

O comandante supremo aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Alexus Grynkewich, afirmou nesta segunda-feira, 12, que a aliança está preparada para destruir estruturas militares que sustentem ataques contra seus países-membros.

Estratégia de três etapas

A declaração do general da Força Aérea dos Estados Unidos foi feita durante o Fórum de Segurança de Varsóvia, na Polônia. Ele explicou que a resposta poderá atingir tanto as forças agressoras quanto os sistemas que viabilizem suas operações, mantendo o foco na proteção dos 32 integrantes da coalizão.

“Se o adversário decidir prosseguir com o ataque ou empregar suas reservas, vamos destruir o sistema de combate mobilizado contra nós”, afirmou Grynkewich. Embora o oficial não tenha citado a Rússia diretamente, a manifestação ocorreu em meio ao aumento das tensões entre Moscou e as nações ocidentais.

Para conter possíveis hostilidades, a Otan estruturou um plano dividido em três fases: barrar a ofensiva inicial, segurar o avanço inimigo e, se necessário, aniquilar as tropas adversárias e toda a sua infraestrutura operacional.

“Se alguém for tolo o suficiente para nos atacar, vamos lutar”, declarou o comandante, acrescentando que o objetivo é frustrar qualquer meta militar de agressores.

Histórico de incidentes na Europa

O endurecimento do discurso ocorre após uma série de episódios envolvendo veículos aéreos não tripulados e suspeitas de sabotagem no continente europeu. Em 2025, drones russos invadiram o espaço aéreo da Polônia durante investidas contra a Ucrânia, o que obrigou caças poloneses e aliados a interceptarem os alvos e motivou a criação da Operação Eastern Sentry para blindar o flanco oriental.

Além disso, a Romênia reportou invasões de drones, e a Estônia denunciou violações de seu espaço aéreo por aviões militares russos. Governos locais apontam o envolvimento de Moscou em campanhas de guerra híbrida, que englobam sabotagens, incêndios criminosos e investidas cibernéticas.

Escalada de ameaças nucleares

No final de setembro, o governo russo alertou que poderia utilizar armamento nuclear caso a coalizão tentasse bloquear Kaliningrado, enclave militarizado localizado entre a Lituânia e a Polônia. Os russos também mencionaram a possibilidade de bombardear centros de comando de nações aliadas em caso de guerra aberta.

Em resposta, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, descartou as advertências de Moscou e reforçou a postura estritamente defensiva do bloco. Por fim, Grynkewich destacou que a entidade já implementa sua doutrina por meio de treinamentos frequentes, alerta constante e aportes financeiros em novas tecnologias, além de assegurar aos parceiros a total dedicação norte-americana à segurança mútua.

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