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Aluguel de escritórios em São Paulo bate recorde no terceiro trimestre

Com volta ao presencial e empresas em expansão, preço do aluguel de escritórios bate recorde em SP

O mercado imobiliário comercial paulista registrou uma marca histórica entre julho e setembro deste ano. O preço médio da locação de salas comerciais corporativas de alto padrão alcançou a cifra recorde de R$ 144,49 por metro quadrado na capital, conforme levantamento divulgado pela consultoria especializada Binswanger Brazil.

H2 Comparativo histórico e avanço dos preços

Para dimensionar a alta, vale olhar para os períodos anteriores avaliados pela mesma pesquisa. No mesmo trimestre do ano passado, o custo médio do metro quadrado ficava em R$ 122,28, enquanto há dois anos o patamar era de R$ 117.

O aquecimento expressivo é reflexo direto da conjunção entre a retomada das atividades presenciais e a expansão de diversos negócios, fatores que elevaram consideravelmente a busca por endereços corporativos na maior cidade do país.

H2 Queda na vacância e busca por edifícios modernos

Esse cenário de alta procura gerou uma retração significativa na taxa de vacância, indicador que mede o percentual de salas desocupadas. O índice fechou o terceiro trimestre em 12,9%, mostrando recuo frente aos 15,5% do mesmo período do ano passado e aos 20,8% computados dois anos atrás, embora tenha apresentado leve oscilação em relação aos 12,1% do segundo trimestre.

“Isso significa que, especialmente nas regiões mais disputadas, as empresas encontram cada vez menos opções. É essa combinação de retomada da demanda e redução da oferta disponível que sustenta a valorização dos aluguéis”, afirma a executiva.

H3 A valorização dos imóveis Triple A

Paralelamente, o mercado tem percebido um interesse acentuado por edifícios comerciais classificados como “Triple A”. Trata-se de empreendimentos de luxo que oferecem localização privilegiada, tecnologia avançada, eficiência operacional e excelente padrão construtivo.

“O escritório deixou de ser apenas uma estrutura física para acomodar equipes e passou a ter um papel mais estratégico na forma como as organizações trabalham e se relacionam”, explica Santos.

H2 Perspectivas futuras e novos empreendimentos

Mesmo com os sucessivos recordes, a especialista aponta que os valores cobrados atualmente ainda não cobrem totalmente as perdas acumuladas pelo segmento ao longo dos últimos dez anos.

“É uma recuperação relevante, mas precisamos olhar esses números em perspectiva. Se os aluguéis tivessem acompanhado o IPCA [inflação oficial do país] desde 2015, o preço médio hoje seria de R$ 209 por metro quadrado”, diz.

No campo da oferta, o trimestre foi marcado pela entrega de novos prédios comerciais na capital, que mais do que duplicaram em relação aos três meses anteriores. Foram inaugurados o Alto das Nações, a Cyrela Oscar Freire e o Franca, somando 143 mil metros quadrados adicionais ao inventário corporativo da metrópole.

H2 Expansão para novos polos corporativos

Essa injeção de novos espaços veio acompanhada por um saldo positivo na ocupação de áreas, que subiu 4,8% e alcançou 88 mil metros quadrados. A forte demanda deixou de ficar restrita aos polos tradicionais, a exemplo da Avenida Brigadeiro Faria Lima, do Itaim Bibi e da Avenida Juscelino Kubitschek, e passou a abranger outras zonas de negócios, como Pinheiros e a região da Chucri Zaidan.

“O interessante é que estamos observando a valorização se disseminar pela cidade. Não se trata mais de um movimento restrito aos endereços mais valorizados, mas de uma recuperação que começa a alcançar diferentes regiões”, conclui.

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