Apontado pela Polícia Militar como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital, Gralber Compri, conhecido como ‘Da Princesa’, foi preso em uma academia localizada no bairro Enseada, em Guarujá, litoral de São Paulo. De acordo com a corporação, o suspeito de 47 anos manteve convívio direto com ‘Marcola’, apontado como um dos principais nomes da facção criminosa.
Operação Hauler e condenações
O mandado de prisão cumprido na última quarta-feira (7) decorre de investigações da Operação Hauler, deflagrada pela Polícia Federal em setembro contra esquemas de lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro e associação criminosa. Registros da Polícia Civil indicam que ele já havia sido condenado a 17 anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A ofensiva federal contra o grupo resultou no bloqueio superior a R$ 74 milhões em patrimônio, abrangendo contas bancárias, veículos e imóveis de luxo. Os arquivos policiais também apontam que o investigado é casado, possui ensino médio completo e atuava formalmente como comerciante.
Histórico criminal e escutas
Além da pena de 17 anos, Gralber responde a processos que incluem uma denúncia por homicídio qualificado aceita pela Justiça em dezembro de 2022. Os registros prisionais mostram movimentações desde 2003, ano em que foi condenado em primeira instância a 20 anos e 4 meses por roubo, extorsão mediante sequestro e associação criminosa, acumulando ainda absolvições e rejeições de denúncias por uso de documento falso e outros homicídios.
Investigações anteriores do Ministério Público baseadas em interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça já o relacionavam ao tráfico internacional. Em escutas de 2013, um detento da penitenciária de Presidente Venceslau negociava com um traficante paraguaio a remessa de entorpecentes destinada a ‘Da Princesa’. Em outro registro da época, ele próprio teria ligado para um traficante para tratar sobre a compra de uma aeronave.
Detalhes da captura no litoral
A ação que culminou na captura ocorreu após trabalho integrado de inteligência entre a Polícia Federal e a Polícia Militar. Equipes do 21º Batalhão da Polícia Militar do Interior efetuaram a abordagem no estabelecimento esportivo após o cruzamento de dados sobre o paradeiro do foragido.
Com o suspeito, os policiais apreenderam dois aparelhos celulares e documentos falsificados utilizados para tentar despistar as autoridades. Após a verificação pericial para confirmar sua verdadeira identidade, o preso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Federal em Santos.
Até o fechamento desta reportagem, os canais oficiais de comunicação não haviam localizado a defesa jurídica do investigado para manifestação sobre as acusações.






