O condutor da chalana que afundou nas águas do Rio Grande, na divisa entre os municípios de Rifaina (SP) e Sacramento (MG), garantiu que a embarcação estava com a documentação regularizada e que a resposta imediata evitou uma tragédia com os 22 passageiros a bordo.
Detalhes do passeio e afundamento
O incidente aconteceu por volta das 13h45 de domingo (11), durante um passeio turístico na represa que reuniu filhos, netos, noras, genros e amigos do piloto José Eduardo Goulart de Andrade.
Segundo o condutor, o percurso começou sem qualquer anormalidade, mas a situação mudou de forma repentina quando a estrutura começou a ceder de maneira desigual. “O que chamou atenção foi que ela estava submergindo um lado mais do que o outro”, diz.
Procedimentos de segurança adotados
Assim que percebeu a falha na flutuação, o piloto redirecionou o trajeto em direção à margem e ordenou que os ocupantes utilizassem os equipamentos de salvamento disponíveis.
“Saímos daqui, passeio normal, estava tudo tranquilo. Aí, de repente, nós percebemos que ela começou a afundar um pouco devagar. Aí chamei todo mundo, colocamos colete em todo mundo. A hora que eu percebi que ela ia afundar, pedi para todo mundo sair nadando”, conta.
O condutor também detalhou a manobra final antes de a embarcação parar de funcionar completamente. “Tomamos providência de salvamento e já fomos mais próximo da margem. Conforme ela afundou, claro que o motor afogou, mas já estava todo mundo já nadando.”
Resgate e investigação
A proximidade com a terra firme, somada ao uso obrigatório dos dispositivos de proteção e ao apoio de condutores de lanchas e jet skis que passavam pela região, foi fundamental para que ninguém ficasse ferido. “Nós já estávamos próximos da margem, graças a Deus, e deu tudo certo, porque já tinha tudo, os coletes de segurança, as boias salvatórias. Foi ruim ter acontecido, mas não machucou ninguém.”
Até a segunda-feira (12), a chalana seguiu submersa na represa. O piloto suspeita que o problema tenha ocorrido devido à entrada de água em um dos tubulões, embora o motivo exato dependa da retirada do veículo da água. “Vamos ter uma certeza depois que tirar ela da água e ver o que aconteceu.” As circunstâncias reais do acidente serão apuradas pela Marinha do Brasil.






