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Dia da Padroeira leva multidão de fiéis ao Santuário de Aparecida

Fiéis lotam Santuário de Aparecida no Dia da Padroeira do Brasil

O Santuário Nacional de Aparecida, situado no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, recebeu uma verdadeira multidão de devotos nesta segunda-feira (12) para as celebrações do Dia da Padroeira do Brasil. A movimentação intensa na basílica foi marcada por longas jornadas de peregrinação, histórias de superação e momentos de profunda emoção diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Peregrinações e sacrifícios pela fé

Para muitos visitantes, a demonstração de devoção exigiu esforço físico extremo, com caminhadas que duraram dias e superaram a marca de 300 quilômetros. O bancário Eduardo, morador de Guarulhos, realizou a romaria pela primeira vez e enfrentou ferimentos até chegar ao destino.

“Eu brinco que a fé move montanhas. Então eu sou um próprio testemunho”, afirmou o bancário.

Enquanto muitos devotos ainda completavam seus trajetos rumo à cidade, outros milhares já lotavam as dependências do templo religioso. O estudante Henrique, de apenas 12 anos, chamou a atenção ao percorrer quase 400 metros de joelhos sobre a famosa Passarela da Fé.

“É difícil…, mas ao mesmo tempo a gente fez a promessa e agora tem que cumprir”, explica o estudante.

Histórias de gratidão e programação religiosa

Em cada canto do complexo religioso, relatos de milagres, súplicas atendidas e agradecimentos se cruzavam. O objetivo de todo o sacrifício era conseguir passar alguns minutos em oração de frente para a imagem sacra. A advogada e devota Vanessa do Espírito Santo resumiu o sentimento que tomava conta dos presentes:

“Nossa Senhora é amor, é luz, é renovação, é fé. Sinto isso com toda minha alma, todo meu corpo, todo meu ser. São as palavras que estão transmitindo toda alegria que estou sentindo nesse momento”.

Para atender aos milhares de visitantes que lotaram todos os espaços da basílica, a programação oficial contou com sete missas ao longo do dia festivo. Durante as celebrações, o arcebispo Dom Mário Antônio da Silva conduziu reflexões sobre a busca pela paz e o valor da tolerância na sociedade.

“O Evangelho, queridos irmãos e irmãs, não nos autoriza a odiar quem pensa diferente. E nem a matar os inimigos. O Evangelho, sim, nos autoriza a construir pontes”.

O sentimento predominante entre os peregrinos após a chegada era de alívio e reconhecimento. Para o aposentado Paulo Shima, o momento simbolizava a essência do que a humanidade precisa cultivar atualmente.

“Eu só posso vir aqui com eterna gratidão… É gratidão que eu trago… E tentar transmitir um pouco de carinho, amor, carinho… De companheirismo… Acho que o mundo precisa disso”, avaliou Paulo Shima, devoto e aposentado.

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