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Lula alerta no RN sobre corte em programas sociais e apela por votos

No RN, Lula diz que 'tesouraço' de Flávio será feito em cima de programas sociais e apela por mobilização de quem não votou no 1º turno

Em agenda de campanha realizada neste sábado (10) em Natal, capital do Rio Grande do Norte, o candidato do PT à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o “tesouraço” prometido por Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial, atingirá diretamente iniciativas voltadas para a população de baixa renda, como o Bolsa Família, o Farmácia Popular, o Pé-de-Meia e o Minha Casa, Minha Vida.

Alvos de cortes e instituições federais

Segundo o petista, o plano do candidato do PL também prevê reduções orçamentárias nas verbas destinadas a universidades e institutos federais. As declarações foram dadas durante uma passeata no bairro do Alecrim, situado na Zona Leste da cidade nordestina. Natal foi o primeiro município fora do Distrito Federal a receber a visita de Lula nesta etapa do segundo turno.

“Ninguém que é contra o povo pobre, que quer fazer tesouraço para cortar dinheiro do Bolsa Família, do Minha Casa, Minha Vida, do Farmácia Popular, dos institutos federais, do Pé-de-Meia, pode voltar a governar o país”, disse Lula.

Defesa de programas sociais

O Bolsa Família atua como uma política de transferência de renda voltada para os núcleos familiares em situação de vulnerabilidade. O Farmácia Popular oferece acesso gratuito a medicamentos para o controle de enfermidades crônicas. Já o Pé-de-Meia busca combater a evasão escolar no ensino médio por meio de uma poupança estudantil, enquanto o Minha Casa, Minha Vida viabiliza a conquista da moradia própria para famílias de baixa renda.

Por outro lado, em entrevistas e pronunciamentos públicos, Flávio tem negado a intenção de cortar programas sociais, sustentando que o “tesouraço” ocorrerá por meio da aprovação de uma reforma administrativa, da redução da máquina pública e do corte de cargos comissionados. No entanto, a viabilidade e o potencial de economia dessas propostas são contestados por especialistas.

Críticas aos símbolos nacionais e apelo aos eleitores

Durante a manifestação em um carro aberto na capital potiguar, Lula pegou e beijou uma bandeira do Brasil. Em seguida, declarou que, enquanto o seu grupo político valoriza os símbolos nacionais, o “outro lado”, vinculado à campanha de Flávio Bolsonaro, “beija a bandeira dos Estados Unidos”. O petista tem acusado o adversário de planejar a entrega de recursos minerais brasileiros ao governo de Donald Trump, além de apontar supostas tentativas de interferência norte-americana no pleito nacional.

Diante do cenário do segundo turno, o candidato fez um apelo direto aos eleitores, pedindo que busquem convencer amigos e familiares que se abstiveram no primeiro turno a comparecerem às urnas no dia 25 de outubro. O índice de abstenção registrado no último domingo (4) foi o mais alto desde 1998, com 33 milhões de brasileiros deixando de votar, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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