O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou no domingo (11.out.2026) que um integrante do alto escalão do governo federal entrou em contato telefônico para se retratar depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que a trajetória política do parlamentar havia sido “enterrada”. De acordo com o líder partidário, o auxiliar presidencial justificou o ataque verbal alegando um “princípio de esclerose” do chefe do Executivo.
Críticas durante comício em São Paulo
A alfinetada desferida por Lula ocorreu em meio a um evento de campanha na avenida Paulista, na capital paulista. No momento em que anunciava o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), o petista afirmou: “E o mais importante é que ele enterrou a carreira política do Ciro Nogueira”.
A manifestação do senador sobre o episódio foi registrada em sua conta oficial na rede social X:
“Sobre a fala do presidente Lula hoje na Paulista se referindo a mim, um ministro dele me ligou pra se desculpar e falou que é por conta do princípio de esclerose, acho que ele tem razão”, escreveu Ciro.
Derrota eleitoral e articulações futuras
O revés de Ciro Nogueira nas urnas ocorreu no dia 4 de outubro, quando não conseguiu renovar seu mandato no Senado Federal. As cadeiras em disputa pelo Piauí foram conquistadas por Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), ambos integrantes da base de apoio de Fonteles. O chefe do Executivo estadual garantiu a reeleição logo no primeiro turno, alcançando 70,90% dos votos válidos.
Atualmente no comando nacional do PP e tendo atuado como ministro da Casa Civil na gestão de Jair Bolsonaro (PL), Ciro articula para que a federação União Progressista — união entre PP e União Brasil — declare apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto no segundo turno.






