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Ataque a aeroporto na Arábia Saudita deixa 12 mortos e centenas de feridos

Ataque de grupo aliado do Irã deixa ao menos 12 mortos e mais de 300 feridos em aeroporto da Arábia Saudita; novos alertas são emitidos

Um ataque com explosão atingiu o aeroporto internacional de Riade, capital da Arábia Saudita, neste sábado (10), resultando em ao menos 12 mortos e mais de 300 feridos, conforme relataram três fontes com conhecimento do caso ouvidas pela agência de notícias Reuters.

Reação dos rebeldes e novos alertas

Horas após a ação, por volta das 4h20 deste domingo (11), os rebeldes voltaram a alertar as companhias aéreas, funcionários de aeroportos e viajantes a não utilizar aeroportos do local. O grupo pediu que o aviso seja levado a sério e responsabilizou o reino por “interceptações malsucedidas”.

Os Houthis assumiram a autoria do atentado, segundo o jornal americano The New York Times. Mohammed al-Bukhaiti, uma das principais autoridades do grupo rebelde do iemenita, afirmou que a ofensiva foi uma retaliação aos bombardeios realizados pela Arábia Saudita contra o território iemenita. O movimento, que conta com o apoio do Irã, também reivindicou outras duas ações ofensivas no mesmo terminal ao longo da semana.

Impacto nas operações e danos estruturais

O incidente aconteceu por volta das 15h, no horário local, sem que o sistema de alerta de ameaças do país emitisse qualquer aviso prévio. Passageiros relataram ter visto um objeto cruzar o céu antes que parte do teto, nas proximidades de um portão de embarque, viesse a desabar.

Ambulâncias e helicópteros mobilizaram-se para socorrer as vítimas, encaminhando os feridos a unidades de saúde locais, com alguns em estado grave. Como medida de segurança, a autoridade de aviação civil saudita suspendeu temporariamente as atividades no terminal para avaliar os danos físicos e as condições de segurança.

Repercussão internacional e aviação

O monitoramento do espaço aéreo indicou desvios e cancelamentos generalizados de voos com destino a Riade. Companhias como Kuwait Airways, Etihad Airways e Qatar Airways paralisaram rotas para o destino.

Embaixadas de potências estrangeiras, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e Alemanha, emitiram comunicados recomendando que seus cidadãos evitem o complexo aeroportuário. A representação diplomática norte-americana especificou que funcionários do governo dos Estados Unidos necessitam de autorização especial para utilizar o local.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo avalia participar dos bombardeios sauditas contra os Houthis.

“Talvez. Vamos analisar. Acabamos de saber do ataque mais recente, então vamos tomar uma decisão. Agimos muito rapidamente”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca.

Contexto do conflito regional

O complexo aeroportuário já havia sido atingido na quinta-feira (8), ocasião em que um avião comercial da Saudi Arabian Airlines sofreu danos severos. Os rebeldes declararam o espaço aéreo saudita como zona de operações militares, permitindo apenas pousos humanitários pré-autorizados.

A escalada de violência reflete o acirramento das tensões envolvendo forças governamentais do Iêmen, apoiadas por Riade, e os insurgentes Houthis. A série de ofensivas acontece às vésperas de relevantes conferências globais de energia e investimentos na capital saudita, eventos que, segundo os organizadores, seguem confirmados apesar do risco geopolítico.

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