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Alckmin cobra Flávio Bolsonaro sobre corte de gastos na campanha

Flávio precisa dizer de onde cortará, diz Alckmin sobre tesouraço

O vice-presidente Geraldo Alckmin questionou nesta terça-feira (20.out.2026) a promessa de corte de gastos anunciada pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, que integra o programa de governo da oposição.

Contradições nas propostas econômicas

Durante manifestação divulgada em redes sociais, o vice-presidente apontou divergências numéricas nos planos do adversário da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Flávio jura de pé junto que não pretende cortar benefícios sociais. E é por isso que a conta não fecha de jeito nenhum. Se ele diz que vai cortar R$ 200 bilhões e diz que esse corte não virá dos programas sociais, ele precisa dizer com todas as letras de onde vai vir esse corte. Ou ele está mentindo para você, eleitor, e não vai fazer corte nenhum, ou ele está escondendo quem vai perder com esse corte”, declarou Alckmin.

Críticas ao modelo argentino

Utilizando um tom severo, o representante do Executivo federal destacou que o postulante do PL “nunca responde de onde pretende cortar” despesas, enquanto sua campanha utiliza o modelo econômico aplicado pelo presidente da Argentina, Javier Milei, como referência.

“A equipe econômica dele já diz que querem copiar as políticas adotadas na Argentina. O governo de lá cortou o aumento do salário mínimo acima da inflação. Eles também desvincularam o reajuste das aposentadorias em relação ao salário dos trabalhadores ativos. Isso significa que quando o trabalhador da ativa recebe um aumento, esse aumento não é dado aos aposentados”, afirmou.

As diretrizes liberais adotadas no país vizinho já receberam declarações públicas de apoio por parte de Daniella Marques, coordenadora do programa econômico do candidato do PL.

“Lá na Argentina, eles também dificultaram o acesso ao programa de seguro-desemprego e diminuíram o valor das indenizações ao trabalhador. Eles também esvaziaram o programa que distribui remédios gratuitamente e diminuíram o número de beneficiários”, acrescentou Alckmin.

O debate sobre a redução de despesas públicas ganha tração na corrida eleitoral, colocando em confronto duas vis distintas sobre a condução da economia nacional e a proteção a programas sociais.

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