As forças de segurança portuguesas realizaram uma operação, na manhã desta terça-feira (20), para desmantelar um acampamento montado na Praça do Rossio, em Lisboa, resultando na prisão de mais de 50 ativistas que protestavam contra a crise de moradia.
Confronto e detenções na Praça do Rossio
Dezenas de pessoas que ocupavam o centro da capital tentaram barrar a ação policial formando uma corrente humana, o que gerou momentos de confronto transmitidos por emissoras de televisão locais. Durante a intervenção, as autoridades prenderam 55 manifestantes e confiscaram mais de 200 tendas instaladas no local.
Críticas à política habitacional e reforma de aluguéis
Os organizadores do ato relataram que aproximadamente 30 pessoas sofreram ferimentos e que um grupo de 100 participantes optou por continuar com a mobilização. Os manifestantes acusam o governo de inércia diante do encarecimento da habitação e de tentar simplificar o despejo de inquilinos através de mudanças na lei de locação.
O movimento em território português buscou inspiração em atos semelhantes organizados na Espanha em defesa do direito à moradia. Em paralelo aos eventos em Lisboa, ativistas na cidade do Porto decidiram retirar suas tendas voluntariamente após receberem avisos sobre uma possível intervenção policial.
Impacto no transporte e contexto político
Para viabilizar a operação de limpeza e desocupação, um forte esquema de segurança foi montado no centro de Lisboa, o que incluiu o fechamento temporário da estação de metrô do Rossio nas primeiras horas da manhã.
A tensão social intensificou-se após o Parlamento aprovar, em setembro, em primeiro turno, uma reforma destinada a agilizar os despejos de locatários inadimplentes, integrando um pacote de medidas voltado à flexibilização do mercado imobiliário no país.






