O Conselho Deliberativo do Palmeiras aplicou uma suspensão de nove meses ao conselheiro José Corona Neto. A punição foi sacramentada após a aprovação de um relatório de sindicância que apurou o atrito verbal entre o político do clube e a presidente Leila Pereira, de acordo com informações divulgadas na segunda-feira (19.out.2026).
Votação no conselho alviverde A medida disciplinar obteve 121 votos favoráveis no colegiado. O pleito também registrou 42 votos contrários e 33 abstenções. O documento aprovado sugeriu a penalidade por avaliar que a postura de Corona Neto na ocasião foi inadequada.
Origem do conflito interno O episódio ocorreu em dezembro de 2025, momento em que o conselheiro fez duras críticas à administração da diretoria e à formação do time de futebol, apresentando dados que a gestão classificou como incorretas a respeito de negociações da instituição esportiva.
Em sua manifestação na tribuna, ele declarou que “quem não entende de futebol, não pode ser presidente do Palmeiras, tem que ficar em casa”. Além disso, o dirigente do departamento de futebol Anderson Barros foi chamado de incompetente, acompanhado da acusação de que ele “só pensa em comer”.
A reação da diretoria e a via judicial Em resposta às críticas, Leila Pereira rebateu chamando o conselheiro de covarde, fracassado e desequilibrado. Na sequência do desentendimento, Corona Neto recorreu à Justiça exigindo o pagamento de R$ 20.000 a título de danos morais por supostas ofensas desferidas pela mandatária.
A ação de indenização acabou rejeitada pelo Poder Judiciário. O magistrado Fernando Salles Amaral avaliou que o embate verbal ocorrido em um cenário de divergência política não configurava motivo para reparação financeira.






