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Quem não votou no primeiro turno pode participar do segundo

Mesmo quem não votou no primeiro turno pode votar no segundo

Os eleitores que deixaram de comparecer às urnas na primeira etapa do pleito continuam com o direito garantido e podem votar no segundo turno sem qualquer impedimento legal.

Importância da regularização e prazos

A abstenção registrada no primeiro dia de votação superou 33,4 milhões de pessoas, o equivalente a 21% da população com aptidão para votar no país. Apesar desse índice elevado de ausência, a participação na etapa seguinte permanece liberada para todos os cidadãos regulares.

Quem perdeu o primeiro turno precisa obrigatoriamente justificar a ausência para evitar punições severas. O prazo limite para essa regularização vai até o dia 3 de dezembro, podendo ser feita de forma digital pelo aplicativo e-Título ou presencialmente em um cartório eleitoral.

A negligência nesse processo pode gerar multa, restrições para tirar passaporte, impedimento para assumir cargos públicos, bloqueio no recebimento de salários de servidores públicos e proibições de matrícula em instituições públicas de ensino. Além disso, acumular três ausências não justificadas resulta no cancelamento automático do documento.

Facilidades e agilidade no segundo turno

A expectativa da Justiça Eleitoral é de um processo muito mais rápido nesta nova fase, o que tende a atrair quem enfrentou dificuldades anteriormente. “Principalmente porque agora no segundo turno, em grande parte dos estados, as pessoas vão votar no máximo em dois cargos. É uma votação mais rápida, uma votação mais ágil”, diz Luna Chino, coordenadora de gestão de eleições do TRE-SP.

A especialista também reforça a relevância da participação popular para a consolidação do regime democrático brasileiro. “A Justiça Eleitoral vem colocando medidas para ampliar a participação. A gente só tem democracia se a gente tiver uma ampla participação de todos no processo eleitoral”, afirma Luna Chino.

Relatos de eleitores e justificativas

Mesmo rotinas puxadas ou imprevistos de última hora não anulam a importância do voto para muitos brasileiros. A médica Rosana Nakamura, por exemplo, sempre precisou contar com o apoio de colegas para conseguir exercer a cidadania durante seus plantões em UTIs. “Eu explicava: ‘Ó, estou de plantão, vim aqui exclusivamente só para votar e eu preciso voltar para o plantão’. Então, todo mundo sempre colaborou em relação a isso”, diz.

No entanto, em outra ocasião, uma viagem internacional impedida de ser remarcada a obrigou a recorrer à tecnologia para resolver a pendência com a Justiça Eleitoral. “A gente entrou no aplicativo, ele já detectou que a gente estava fora do Brasil”, conta Rosana Nakamura, que usou o recurso de geolocalização do e-Título.

Para a próxima etapa, a profissional de saúde já confirmou presença: “Sim, é um direito que a gente conquistou com muito esforço. Então, a gente tem que fazer a nossa parte como cidadão”.

Histórias semelhantes se repescam por todo o país, como o caso da cuidadora Maria Irene Dias da Cruz. Recuperando-se de uma intervenção cirúrgica, ela não conseguiu comparecer na data inicial, mas já planeja o retorno às urnas. “Ah, eu vou estar lá e eu vou é cedo”, declarou.

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