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Trump cobra fechamento de fronteiras na França após onda de violência

Trump defende fechamento das fronteiras na França

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, veio a público nesta segunda-feira, 19, para defender o bloqueio imediato das divisas territoriais francesas em razão da grave onda de distúrbios que tomou conta de várias localidades do território europeu ao longo do último fim de semana.

Críticas na rede social

Utilizando sua plataforma Truth Social, o republicano expressou revolta com o cenário de destruição e colocou a imigração no centro do problema. “Os imigrantes tomaram a França”, declarou o norte-americano. “É preciso fechar as fronteiras rápido!”

Além de enfatizar o trecho final com letras maiúsculas, o político republicano republicou conteúdos postados por terceiros sobre os confrontos, incluindo uma postagem que exibia um manifestante encapuzado e trazia um alerta contra um possível retorno da esquerda ao poder nos Estados Unidos.

Escalada de tensão e destruição

As manifestações se intensificaram no sábado, 17, dando início a confrontos diretos com as forças de segurança, além de episódios de incêndios criminosos, saques e depredações generalizadas em centros urbanos importantes como Paris, Lyon, Marselha e Lille. Registros em vídeo mostraram comerciantes amedrontados tentando proteger seus patrimônios e economias contra a invasão de vândalos mascarados.

Dados oficiais consolidados pelas autoridades francesas indicam que cerca de 2,4 mil indivíduos foram presos no período, enquanto quase mil agentes de segurança pública e da Gendarmaria sofreram ferimentos. A agência Reuters apontou que mais de 3 mil comércios sofreram danos ou roubos, e a prefeitura histórica de Limoges, situada na região central, acabou sendo incendiada.

O movimento teve início em setembro com protestos de estudantes secundaristas contra a falta de investimentos, a escassez de docentes e a precariedade das escolas, mas acabou incorporando pautas de sindicatos e da sociedade civil focadas no combate à inflação e à queda no poder aquisitivo.

Posicionamento divergente do governo francês

Em contraponto à leitura feita pelo líder americano, o governo da França rejeitou culpar os imigrantes pelos episódios de violência, embora admita a presença de múltiplos grupos nos protestos.

O presidente Emmanuel Macron repudiou os ataques e garantiu que os culpados serão punidos. A gestão francesa culpou células de esquerda radical e criminosos comuns pelos excessos, separando esses atos das demandas sociais legítimas. Como resposta à crise, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu decretou toques de recolher localizados, e o ministro do Interior, Laurent Nuñez, chegou a ofertar o cargo após admitir perda temporária de controle policial, mas teve o pedido recusado por Macron.

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