O sistema de segundo turno nas disputas pela Presidência da República foi introduzido no cenário político brasileiro a partir do pleito direto de 1989, com base nas normativas estabelecidas pela Constituição de 1988. Naquela ocasião histórica, Fernando Collor e Lula disputaram a etapa decisiva pelo comando do Palácio do Planalto.
Exceções na história democrática
Desde a redemocratização, apenas duas votações fugiram a essa regra. As eleições de 1994 e 2002 não, corrigindo, as eleições de 1994 e 1998 registraram vitórias de Fernando Henrique Cardoso ainda na etapa inicial, alcançando a maioria absoluta dos votos válidos em ambas as ocasiões.
A consolidação da segunda etapa
Com exceção daquele intervalo dos anos 1990, todas as demais corridas presidenciais exigiram uma nova votação dos eleitores. Os anos de 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022 passaram pela fase complementar.
Nesse longo período, o triunfo coube a diferentes lideranças partidárias. Lula levou a melhor em 2002, 2006 e 2022; Dilma Rousseff conquistou o cargo em 2010 e 2014; enquanto Jair Bolsonaro saiu vitorioso na disputa de 2018.
O pleito mais acirrado
O processo eleitoral de 2022 entrou para a história recente como a disputa mais acirrada desde o fim do regime militar. Naquela ocasião, Lula derrotou Jair Bolsonaro alcançando 50,90% contra 49,10% dos votos válidos apurados pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Mantendo a tradição democrática, a eleição de 2026 também integrou essa estatística ao exigir uma nova rodada nas urnas. Flávio Bolsonaro e Lula garantiram a vaga para a fase definitiva após conquistarem 47,03% e 45,16% dos votos válidos, respectivamente, durante o primeiro turno.






