A varejista de brinquedos Ri Happy protocolou na Justiça de São Paulo um pedido de recuperação extrajudicial com valor de causa estimado em R$ 827,4 milhões. O processo, que engloba outras cinco empresas do grupo, como a PBKids, busca reorganizar compromissos financeiros e proteger o fluxo de caixa da corporação.
Mudança recente na liderança O movimento de reestruturação financeira acontece apenas 48 dias depois de a BluSun Capital Partners concretizar a compra de 100% do grupo em agosto, marcando o retorno do executivo Héctor Núñez ao comando da companhia. A nova gestão implementou cortes de custos, ajustes administrativos e reconfigurou o time de diretores para tentar reverter o cenário adverso.
Fatores que pesaram no caixa Em nota oficial, a administração apontou que o encarecimento do crédito, a acirrada concorrência no mercado, a alteração no comportamento de compra do público e os impactos residuais da pandemia formam a base das dificuldades enfrentadas pela marca. Tentativas anteriores de inovação, como a abertura da loja temática Divertudo no Shopping Morumbi, acabaram não atingindo os resultados comerciais projetados.
Funcionamento das lojas e próximos passos Mesmo com o processo em andamento, a rede garantiu que os estabelecimentos físicos e os canais digitais seguem operando normalmente, com foco total nos preparativos para as datas festivas de fim de ano. A modalidade extrajudicial escolhida permite pactuar acordos diretos com credores antes da homologação judicial, amparada pela legislação federal que regula a reestruturação de passivos empresariais no país.






