A abertura da semana decisiva para as eleições presidenciais no Brasil foi marcada por movimentos de queda no mercado cambial e avanço na bolsa de valores, influenciada diretamente pela repercussão do primeiro debate televisivo que reuniu o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Movimento da moeda norte-americana Por volta das 10h35, no horário de Brasília, o dólar registrava recuo de 0,41% frente ao real, sendo negociado a R$ 5,053. Durante a manhã, a moeda americana oscilou entre a mínima de R$ 5,044 e a máxima de R$ 5,061. Na sessão anterior, encerrada na sexta-feira 16, a divisa já havia fechado em baixa de 0,28%, cotada a R$ 5,072, acumulando perdas de 1,96% no mês de outubro e de 7,58% no consolidado do ano perante a moeda brasileira.
Desempenho da bolsa de valores Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da B3, operava no campo positivo logo no início do pregão desta segunda-feira, 19. Por volta das 10h40, o indicador avançava 0,85%, atingindo 207.172,34 pontos, após registrar máxima de 207.290,44 pontos e mínima de 205.439,70 pontos. Na sexta-feira, o índice havia fechado em alta de 0,54%, aos 205,4 mil pontos, acumulando forte valorização de 10,24% no mês e de 27,5% no acumulado de 2026.
Cenário eleitoral na reta final A apenas seis dias do segundo turno do pleito, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro, as apostas na plataforma baseada em criptomoedas Polymarket apontam Flávio como favorito, com 77% de probabilidade de vitória, contra 23% de chances atribuídas à reeleição de Lula. O confronto direto na TV Bandeirantes e a divulgação de novos levantamentos dominam as atenções dos investidores nacionais nesta segunda-feira.
Pesquisas de intenção de voto O levantamento mais recente do BTG/Nexus coloca Flávio na liderança com 50,3% dos votos válidos, superando por pouco os 49,7% de Lula. Na mesma linha, a pesquisa do PoderData/Aya aponta o candidato do PL com 52% das intenções de voto, enquanto o atual presidente registra 48%.
Expectativas para a economia Os agentes econômicos mantêm a expectativa de que o resultado das urnas mude os rumos da economia nacional a partir de janeiro de 2027. O mercado financeiro projeta que uma eventual administração liberal implemente um rigoroso programa de ajuste fiscal, visando cortar despesas públicas e conter a dívida em relação ao PIB, além de avançar com novas pautas de reformas administrativas e previdenciárias, o que poderia abrir espaço para cortes futuros na taxa básica de juros, a Selic, pelo Banco Central.






