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PF mira monopólio da internet pelo Comando Vermelho e prende familiares de Marcinho VP

PF prende mulher e filho de Marcinho VP em ação contra o CV

A Polícia Federal realizou nesta segunda-feira (19.out.2026) a operação Backbone, voltada a desarticular o monopólio exercido pelo Comando Vermelho sobre a distribuição de internet em favelas da zona norte e da baixada fluminense. A ofensiva teve como principais alvos Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP e apontado como um dos líderes da facção, além de parentes próximos.

Mandados e locais da operação Para cumprir as ordens judiciais, os agentes saíram às ruas para executar 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão. Os alvos estão espalhados pelas cidades do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé. Toda a operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Entre os alvos dos mandados de prisão preventiva estão Márcia Gama Nepomuceno, esposa de Marcinho VP, e Lucas Santos Nepomuceno, filho do casal.

Bloqueio de bens e empresas Além das prisões, o magistrado ordenou o congelamento de bens e valores que somam até R$ 558 milhões, atingindo 40 pessoas físicas e 40 empresas. A decisão também decretou a paralisação das atividades comerciais de firmas envolvidas no esquema, abrangendo provedores de internet, produtoras de eventos e companhias de fachada.

Para enfraquecer o modelo financeiro do grupo, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) será acionada formalmente para cancelar as outorgas e paralisar de vez a prestação de serviços por parte dessas empresas.

Como atua o esquema criminoso De acordo com o inquérito policial, criminosos armados ligados à facção sabotam redes de operadoras tradicionais e concorrentes ao cortar cabos e incendiar centrais de distribuição. O grupo impede qualquer tipo de manutenção e força moradores e lojistas a assinarem exclusivamente a rede controlada pelo Comando Vermelho.

A importância financeira da rede clandestina fica evidente nos registros contábeis apreendidos pelos investigadores. Em apenas um mês, a extorsão disfarçada de serviço de internet gerou mais de 40% de toda a receita obtida pela facção criminosa no Complexo da Penha.

Liderança de dentro da prisão A investigação revelou ainda que Marcinho VP, que cumpre pena há cerca de três décadas, continua administrando os negócios e os lucros da organização criminosa mesmo de dentro do sistema prisional.

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