O papa Leão 14 entrou para a história ao se transformar no primeiro pontífice a participar de uma eleição nos Estados Unidos. Natural de Chicago, o chefe da Igreja Católica utilizou o sistema de voto por correio para marcar presença no pleito legislativo norte-americano programado para o dia 3 de novembro de 2026, conforme anúncio oficial divulgado pelo Vaticano.
Contexto da votação e histórico Através de nota oficial, a Santa Sé pontuou que o religioso exerceu suas obrigações cívicas como cidadão norte-americano, lembrando que ele também costumava participar dos pleitos peruanos na época em que residiu no país sul-americano e possuía tal prerrogativa.
“O Santo Padre expressa sua convicção quanto ao direito e ao dever dos cidadãos de participarem dos processos democráticos”, declarou o Vaticano.
O pleito de meio de mandato nos Estados Unidos tem como objetivo a renovação completa da Câmara dos Representantes, somando 435 assentos, além de 35 cadeiras no Senado. A população americana também elegerá governadores em 36 unidades federativas e diversos oficiais de esferas estaduais e municipais.
Tensões políticas com a Casa Branca A decisão de participar do processo eleitoral ocorre em meio a atritos públicos entre o pontífice e o presidente americano Donald Trump, representante do Partido Republicano.
Durante o mês de abril de 2026, Trump direcionou críticas ao líder religioso, classificando-o como “fraco no combate ao crime” e “péssimo em política externa“. O chefe de Estado dos EUA ainda declarou preferência por Louis Prevost, irmão do papa, por conta de sua afinidade com a pauta Maga (Make America Great Again).
Enquanto isso, o pontífice tem centrado seus discursos na defesa de imigrantes e na valorização das normas do direito internacional. Em contrapartida, a diplomacia vaticana demonstrou apreensão diante de manobras militares e diretrizes diplomáticas adotadas pela gestão norte-americana em territórios como Venezuela, Cuba, Groenlândia e Irã, embora o papa já tenha afirmado publicamente que não teme o republicano.
Sigilo eleitoral mantido Apesar da confirmação da participação, a Secretaria de Estado da Santa Sé manteve o sigilo sobre as escolhas do pontífice na cédula. Conforme apuração da agência Reuters, o bispo de Roma mantém seu registro de eleitor ativo no estado de Illinois utilizando seu nome civil, Robert Francis Prevost.






