O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, anunciou nesta segunda-feira (19) ter solicitado a prefeitos de cidades com manifestações que decretem toques de recolher por conta dos protestos. Lecornu, que divide o govenro da França com o presidente, Emmanuel Macron, quer que as cidades imponham a restrições já na noite desta segunda.
Escalada da violência e medidas de emergência
O primeiro-ministro não especificou para qual cidades solicitou o toque de recolher.
“Pedi aos prefeitos que decretassem vários toques de recolher nesta noite, toques de recolher parciais”, disse Lecornu.
Também nesta segunda, o governo francês fez uma reunião de emergência para decidir medidas a serem tomadas para controlar a violência nas ruas.
Contexto das manifestações na França
A França vem enfrentando nas últimas semanas uma onda de manifestações e distúrbios que começaram a partir protestos estudantis contra a alta no custo de vida e no preço dos combustíveis. Nos últimos dias, os atos ficaram mais violentos, e alguns têm terminado em saques a pequenos comércios e prédios incendiados. No sábado, 2.400 pessoas foram detidas.
Os protestos marcaram a união de um movimento estudantil que já dura um mês com a insatisfação geral da população contra o aumento do custo de vida.
Balanço dos confrontos e impacto cultural
Na madrugada de domingo (18), o país registrou uma das noites mais violentas dos últimos anos. Segundo o Ministério do Interior, mais de 500 mil pessoas foram às ruas em dezenas de cidades. Os atos deixaram um morto, mais de 500 policiais feridos e quase 1.800 detidos.
Também nesta segunda, o Museu do Louvre, em Paris, amanheceu fechado após manifestantes bloquearem o acesso ao local em apoio ao movimento estudantil e para denunciar “a repressão policial”.
A pressão sobre o governo aumentou significativamente, levando autoridades a adotarem medidas drásticas para restabelecer a ordem pública nas grandes cidades francesas afetadas pelos distúrbios.






