O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (18.out.2026), durante o debate da Band, que o clã do senador Flávio Bolsonaro (PL) atende a demandas estrangeiras. A acusação ocorreu após o petista questionar o adversário sobre a política de exploração de minerais críticos e terras-raras no território brasileiro.
Críticas à atuação internacional
O chefe do Executivo direcionou ataques ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro pela atuação em solo norte-americano, acusando o grupo político de articular sanções internacionais contra o Brasil. O embate teve início quando Lula inquiriu se o candidato do PL entregaria o controle de insumos essenciais — usados na fabricação de baterias e semicondutores — a potências estrangeiras.
“A família Bolsonaro está subordinada aos interesses americanos. É notável. O irmão está lá fazendo pressão e instigando o golpe contra o Brasil”, disse Lula.
Em sua resposta, Flávio não abordou diretamente a questão sobre os minerais estratégicos, mas refutou qualquer envolvimento na imposição de tarifas dos Estados Unidos a mercadorias brasileiras. Por sua vez, o postulante do PL revidou ao alegar que o atual presidente buscou o governo de Donald Trump para barrar a classificação de facções criminosas como grupos terroristas.
Discussão sobre o Escudo das Américas
O atual mandatário também pressionou o oponente a respeito de uma possível adesão ao Escudo das Américas, projeto criado pelo governo norte-americano.
“Só quero saber se vocês, que prometeram que vão trazer os Estados Unidos pra cá pra fazer investimento, vão entregar as terras-raras e minerais ricos pra eles. Você disse que gente vai participar do Escudo das Américas, ou seja, que é os governos da América Latina se subordinando à bandeira americana”.
Diante das críticas, o presidente ressaltou que planeja fortalecer os aportes financeiros estatais na extração desses recursos fundamentais, defendendo a autonomia decisória do país sobre sua riqueza mineral.
Dinâmica do encontro e cenário eleitoral
Realizado em São Paulo com moderação de Adriana Araújo e Eduardo Oinegue, o evento marca o primeiro confronto direto no segundo turno entre os dois concorrentes. A transmissão foi estruturada em três blocos, mesclando perguntas de jornalistas e confrontos diretos com gestão livre de tempo.
O embate ocorre em um momento de acirramento na corrida eleitoral. Levantamentos recentes apontam o senador numericamente à frente em grande parte dos estudos estatísticos registrados para esta fase do pleito, enquanto a última sondagem do PoderData/Aya indicou empate técnico com 50% dos votos válidos para cada lado.






