O bilionário Bill Gates afirmou, no domingo (11.out.2026), que a ausência de normas para a inteligência artificial representa um perigo crescente para a segurança na internet. O empresário projetou uma escalada de invasões digitais impulsionadas por essa tecnologia já no transcorrer do próximo ano.
Riscos imediatos no uso da tecnologia De acordo com o cofundador da Microsoft, o perigo mais urgente reside na exploração das ferramentas por criminosos. “Veremos isso [ataques cibernéticos] de forma mais dramática no próximo ano“, declarou.
Apesar da previsão de golpes mais intensos no curto prazo, o magnata avalia que um cenário em que as máquinas possam “sair do controle” ainda vai demorar anos para acontecer. O ponto nevrálgico, segundo ele, envolve plataformas de IA nas quais todas as travas de segurança podem ser eliminadas. Gates pontuou que, sem barreiras e com o contínuo desenvolvimento do setor, haverá “muitas surpresas negativas”.
Bioterrorismo e controle estatal Diante desse panorama, o empresário cobrou mais diretrizes para barrar o uso da tecnologia em ofensivas virtuais e atos de bioterrorismo.
O posicionamento de Gates diverge abertamente da visão do presidente americano, Donald Trump, favorável à tese de que as companhias de inteligência artificial conseguiriam atuar sem supervisão governamental.
Crítica severa à autorregulação Para o criador da gigante de software, confiar apenas no setor privado é inaceitável diante da magnitude do problema, classificando o recurso como o mais arriscado já criado pela humanidade.
“A ideia de que, para a tecnologia mais perigosa que os humanos já inventaram, essa seja a palavra final, de que as próprias empresas sejam o único mecanismo de controle de que a sociedade dispõe, deixa claro que não estamos fazendo o suficiente”, disse.






