Os advogados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) entraram com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), neste domingo (11), contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A acusação aponta que o chefe da corporação teria usado a sua função pública com objetivos eleitorais.
Suposta ingerência externa
O documento protocolado na Justiça Eleitoral aborda reportagens da imprensa internacional a respeito de uma suposta interferência estrangeira. De acordo com a representação jurídica, Rodrigues afirmou publicamente a existência de uma “investigação em curso” sobre o tema sem apresentar “qualquer lastro” comprobatório.
A equipe jurídica sustentou que o diretor da PF validou uma narrativa de suposta ingerência internacional no processo político brasileiro. Os advogados pontuaram que “Nenhuma necessidade de apuração justifica o anúncio público feito no dia da votação”, criticando a conduta do delegado durante o pleito.
Além disso, a defesa apontou que não existia inquérito formalmente instaurado para embasar a apuração divulgada. Para os representantes de Flávio, a declaração de Andrei “só aproveitava” ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Origem da polêmica
O imbróglio teve início em 1º de outubro, quando a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à própria PF. O órgão solicitou a apuração de um suposto financiamento do governo dos Estados Unidos direcionado a iniciativas contrárias ao Supremo Tribunal Federal (STF), com base em revelações do periódico britânico The Guardian.
Conforme a publicação do jornal da Inglaterra, o Departamento de Estado americano teria repassado US$ 1 milhão por meio do Fundo de Direitos Humanos e Democracia. A verba seria destinada ao programa batizado de “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”, voltado para o apoio a coletivos que criticam decisões da Suprema Corte.






