O governo dos Estados Unidos precisará de um prazo de até 60 dias para examinar os reflexos econômicos de tarifas e penalidades voltadas contra a Rússia. A decisão foi anunciada no sábado (17.out.2026) pelo secretário de Estado, Marco Rubio, dias depois de o presidente Donald Trump (Partido Republicano) paralisar um pacote de restrições que começaria a valer no domingo (18.out).
H2 Análise econômica e repercussão oficial
Antes de viajar para o Uzbequistão, Rubio explicou a profissionais de imprensa o motivo da pausa na medida punitiva.
“Acho que o presidente quer aproveitar o período de 60 dias para analisar o que a imposição de sanções e tarifas significará para a economia global e até mesmo para a economia dos EUA”, declarou o secretário de Estado.
H3 Origem da legislação e acordo energético
O conjunto de medidas, conhecido como Graham Act, havia sido sancionado pelo próprio Trump no mês anterior. A normativa homenageava o senador Lindsey Graham (1955-2026), falecido em 11 de julho e reconhecido como um dos principais articuladores das punições econômicas a Moscou. A aprovação no Congresso americano contou com amplo apoio bipartidário, somando votos de democratas e republicanos.
A suspensão ocorreu em meio a um entendimento bilateral para a compra de diesel russo, iniciativa desenhada para conter a alta nos valores globais de energia. A Casa Branca estipulou que Moscou deverá fornecer 300 mil toneladas do combustível ao mercado norte-americano ainda em outubro, além de outras 500 mil toneladas no mês seguinte.
O texto legislativo que acabou congelado previa punições severas a autoridades, incluindo o presidente russo Vladimir Putin, além de instituições financeiras e à chamada “frota fantasma”, utilizada para burlar o embargo ocidental sobre combustíveis. O projeto também estipulava taxação de 100% sobre mercadorias provenientes das cinco nações que mais compram petróleo e gás natural da Rússia.
H2 Defesa da importação de combustíveis
Diante de contestações sobre a aquisição do produto russo, Rubio sustentou a validade do pacto comercial e desqualificou as críticas recebidas, argumentando que a mercadoria circulará de qualquer maneira pelo mercado internacional.
Rubio disse: “A única diferença é quanto dele os Estados Unidos vão receber”.






