A lobista Roberta Luchsinger declarou em entrevista divulgada neste sábado (17.oct.2026) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não pode continuar na Presidência” do país porque “mente o tempo inteiro”. A manifestação da empresária surge em resposta a ataques públicos feitos pelo chefe do Executivo, que a chamou de “pilantra” e de “Vorcaro feminino” durante uma entrevista concedida à TV Globo, ocasião em também afirmou publicamente que não a conhecia.
Críticas e rompimento político
Amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha — filho mais velho do petista —, a empresária destacou que “dói” expressar o posicionamento de que o mandatário não deveria seguir no cargo máximo da República, visto que ela própria atuou como uma defensora fervorosa do atual governo no passado.
“Um homem desse não pode continuar na Presidência de a um país porque ele mente em coisa pequena, ele mente em coisa grande, ele mente o tempo inteiro”, pontuou Luchsinger na entrevista.
A lobista também recordou o histórico de militância em favor do político petista: “Eu já acreditei muito nele, defendi muito ele o tempo inteiro, lutei muito por ele quando ele estava, inclusive, preso e eu acreditava na inocência dele”. Ela acrescentou ainda que atuou diretamente na defesa pública da imagem do aliado: “Fui uma das poucas pessoas que se expôs de maneira pública e notória na defesa dele”.
Investigações da Polícia Federal
Atualmente, Roberta Luchsinger é alvo de apurações conduzidas pela Polícia Federal ao lado de Lulinha em três inquéritos distintos que investigam suspeitas de tráfico de influência. A hipótese levantada pelos investigadores aponta que ambos teriam atuado junto a gestores de órgãos públicos federais com o objetivo de beneficiar empresas privadas.
Posicionamento do governo federal
Em nota oficial divulgada para repercutir a entrevista concedida pela lobista, a Secom (Secretaria de Comunicação Social) informou que desconhece o conteúdo das declarações e frisou que “não existe nenhum contrato do governo federal com a Roberta”.
O órgão governamental também expressou “estranheza” pelo fato de a entrevista ter sido veiculada a exatos sete dias do 2º turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25.out).
A manifestação da pasta governista conclui criticando o timing da divulgação: “O Brasil já assistiu em outros processos eleitorais à divulgação de denúncias sem comprovação, usadas como instrumento de manipulação da opinião pública. A repetição desse expediente representa uma tentativa irresponsável de tumultuar o processo democrático e interferir na livre escolha dos eleitores”.






