A lobista Roberta Luchsinger chamou Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de “covarde como o pai”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada durante entrevista concedida aos jornalistas Iuri Pitta e Débora Bergamasco, da CNN Brasil.
Investigações e rompimento com Lulinha Luchsinger e Lulinha são investigados em conjunto pela Polícia Federal no âmbito de 3 inquéritos que apuram suposto tráfico de influência. A suspeita é de que ambos tenham atuado junto a autoridades federais para beneficiar determinadas empresas.
Durante a entrevista, a lobista criticou abertamente a postura de silêncio adotada por Lulinha após ser chamada de “pilantra” pelo presidente da República em entrevista concedida à TV Globo. Segundo ela, a falta de qualquer atitude em sua defesa marcou o fim da relação de amizade.
“A partir do momento que ele se cala, ele não é meu amigo. Eu fui amiga dele”, afirmou Luchsinger.
Cobrança por intervenção junto ao presidente Ao rebater os ataques do petista, a investigada sustentou que Lulinha deveria ter intercedido junto ao pai para protegê-la das acusações públicas.
“O papel do amigo é ligar e falar a verdade: ‘Olha, pai, ela não é uma pilantra. A polícia está investigando. Se ela fez alguma coisa errada, se eu fiz alguma coisa errada, isso daí vai ser provado. A polícia está aí para investigar’”, declarou.
Isolamento e ajuda financeira a ex-assessor Roberta também lamentou o isolamento que passou a enfrentar após ter seus bens e ativos financeiros bloqueados pela Justiça. De acordo com o relato, nenhum antigo aliado se aproximou para prestar solidariedade ou oferecer suporte à sua família durante o período de crise.
A lobista comparou a situação com o auxílio financeiro que costuma prestar a conhecidos, mencionando o repasse de valores ao ex-chefe de gabinete presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, a quem tratou como uma forma de “ajuda”.
“Se um amigo passa por dificuldades, como no caso do Marcola, sou a primeira a oferecer ajuda. Não recebi isso de ninguém”, concluiu.
Posicionamento do Palácio do Planalto Procurada para comentar o caso, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência divulgou uma nota oficial na qual afirma que o chefe do Executivo federal desconhece os episódios relatados pela investigada.
O texto oficial ressalta que o presidente “jamais manteve qualquer interlocução com ela, nunca recebeu suas demandas e tampouco tem conhecimento de supostas tratativas como as mencionadas”, além de destacar a inexistência de contratos entre o governo e a lobista.
Por fim, o governo federal classificou a divulgação das declarações como uma manobra com objetivos eleitorais, pontuando que “causa estranheza que essas declarações sejam lançadas justamente às vésperas do 2º turno da eleição. O Brasil já assistiu em outros processos eleitorais a divulgação de denúncias sem comprovação, usadas como instrumento de manipulação da opinião pública. A repetição desse expediente representa uma tentativa irresponsável de tumultuar o processo democrático e interferir na livre escolha dos eleitores”.






