Dois dias após o forte temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (17), as famílias residentes na Comunidade Vitória, situada no Jardim Centro Oeste na zona sul da capital, continuam enfrentando cenários de alagamento e prejuízos materiais expressivos neste sábado (19). A água invadiu as moradias improvisadas e cobriu completamente as vias da região, deixando os moradores ilhados e mobilizados em busca de reconstrução.
Prejuízos materiais e ruas intransitáveis
O acúmulo de água transformou as ruas de terra em locais totalmente intransitáveis. Para tentar salvar o que restou, moradores retiraram móveis de dentro das residências e os transferiram para casas de vizinhos, na tentativa de evitar a perda total dos pertences.
O porteiro Rodrigo de Araújo relata os problemas enfrentados no local no período de chuvas:
“Toda vez que chove essa situação. Toda vez que chove, essa situação que nós conseguimos passar.”
Falta de assistência do poder público
Até o momento, nenhuma equipe de assistência social compareceu ao local, obrigando os moradores a buscarem auxílio por conta própria. O trancista Eugênio Montiel Jr. afirma que a comunidade procurou apoio, mas não obteve retorno até o momento:
“Choveu mais forte, aí alagou mais do que ainda não tinha alagado. Até hoje, não vem ninguém atrás da gente”
Riscos à saúde pública e proliferação de vetores
Além dos danos financeiros e estruturais, a população local expressa grande preocupação com a proliferação de insetos e com os riscos de contaminação trazidos pela água parada. A cabeleireira Fábia Pereira da Silva teve o imóvel invadido pela água e pede a presença de equipes de vigilância em saúde na região:
“Entrou pra dentro da cozinha, dentro do banheiro e dentro do quarto. Foi de repente, né? Aí nós saímos corremos, só corremos as coisas. Porque eu tenho muito medo de doenças de vermes e tem muitas larvas de mosquitos da dengue. Eu preciso que venha alguém da saúde, que possa fazer por nós. Tem muita criança aqui, tanto a minha filha, como os meus filhos.”
Diante da gravidade da situação, a reportagem solicitou um posicionamento oficial à Prefeitura de Campo Grande acerca do envio de equipes de assistência social e de saúde para a Comunidade Vitória, e segue aguardando retorno.






