A próxima legislatura da Câmara dos Deputados, com mandato previsto entre 2027 e 2031, contará com seis parlamentares que declararam possuir algum tipo de deficiência. O grupo representará 1,17% do total de 513 cadeiras que compõem o plenário federal.
Perfil e diversidade da nova bancada
Entre os eleitos que autodeclararam sua condição, há uma divisão equilibrada entre diferentes perfis de acessibilidade. Ao todo, a bancada contará com:
- Deficiência física: 2 parlamentares;
- Deficiência auditiva: 2 parlamentares;
- Deficiência visual: 1 parlamentar;
- Transtorno do espectro autista (TEA): 1 parlamentar.
Avanço nas urnas em relação às eleições anteriores
O resultado das urnas consolida um aumento expressivo na representatividade política dessa parcela da população. Em 2022, apenas dois deputados eleitos haviam informado ter alguma deficiência — um com limitação auditiva e outro, visual. Com o resultado mais recente, o número de representantes triplicou.
O crescimento nas cadeiras reflete também uma maior presença nas cédulas de votação. De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as candidaturas de pessoas com deficiência à Câmara Federal saltaram de 172, em 2022, para 205 na disputa de 2026, o que corresponde a uma alta de 19,19%.
Estrutura interna e medidas de acessibilidade
Apesar da autodeclaração no processo eleitoral, o registro formal dos parlamentares com deficiência na Câmara ocorre apenas no ato do cadastramento funcional no início dos trabalhos legislativos. Esse levantamento é indispensável para viabilizar adaptações logísticas imediatas, como a alocação de gabinetes plenamente acessíveis e a concessão de apartamentos funcionais adaptados a parlamentares com restrições de locomoção.
A composição dessa bancada costuma sofrer alterações ao longo do quadriênio. O balanço catalogado em 2025, por exemplo, apontava a atuação de cinco deputados com deficiência no exercício do mandato, ampliação que ocorreu em razão da posse de suplentes.






