Home / Política / Flávio Bolsonaro garante manutenção do fim da escala 6×1 se eleito

Flávio Bolsonaro garante manutenção do fim da escala 6×1 se eleito

Flávio diz que vai manter o fim da escala 6 X 1 se for eleito

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (16.out.2026), durante entrevista à TV Globo conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, que não vai retomar a escala de trabalho 6×1 caso vença o pleito presidencial.

Mudança de voto e articulação no Senado

Inicialmente contrário à proposta de emenda à Constituição, o parlamentar havia classificado a medida como uma tentativa “oportunista” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de buscar a reeleição. Contudo, o cenário mudou e ele votou de forma remota a favor da matéria na quarta-feira (14.out). O texto recebeu ampla aprovação no Senado, registrando 75 votos favoráveis e apenas 1 contrário em ambos os turnos.

Justificando a reviravolta em seu posicionamento após percorrer diferentes regiões do país, o político declarou: “Como ouvi que a grande maioria dos trabalhadores estavam favoráveis ao fim da escala 6 X 1, resolvi seguir a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros”.

Impacto econômico e flexibilização

Apesar de assegurar a nova folga, o candidato ressaltou que pretende manter os direitos trabalhistas adquiridos, embora continue defendendo maior flexibilidade nas contratações para viabilizar remuneração e direitos proporcionais à carga horária. Diante de temores sobre uma possível queda na capacidade de consumo, ele prometeu atuar diretamente para evitar prejuízos: “Então, eu vou ser um presidente da República que, além de respeitar e garantir essa folga a mais para os trabalhadores, vai fazer de tudo também para devolver o poder de compra do povo brasileiro”.

A PEC que extingue o modelo foi relatada pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) e promulgada em sessão solene nesta mesma sexta-feira (16.out), com a presença de Lula, do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do chefe do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A transição ocorrerá de forma gradual: 60 dias após a publicação, o limite semanal passará de 44 para 42 horas, garantindo dois dias de descanso; já o teto de 40 horas entrará em vigor após 14 meses.

Salário mínimo e debate eleitoral

Durante a sabatina, o candidato do PL também garantiu a continuidade do reajuste do salário mínimo acima da inflação, respondendo de forma afirmativa ao ser questionado sobre a política de ganhos reais. Ele refutou a intenção de desvincular o reajuste das aposentadorias ou de mexer nos percentuais constitucionais destinados à saúde e à educação.

Respondendo a propostas de ajuste fiscal debatidas por sua equipe, o senador acusou a chapa adversária de espalhar boatos sobre seus planos para a máquina pública: “Meu concorrente está promovendo um verdadeiro terrorismo em cima de servidores públicos, em cima de estatais, dizendo que eu acabaria com as aposentadorias, que eu acabaria com servidores públicos, que eu privatizaria Banco do Brasil, Caixa, Petrobras”. Por fim, o presidenciável sintetizou sua visão sobre o equilíbrio das contas públicas afirmando que “o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula”.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *