O senador e candidato à Presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta sexta-feira (16) que Jair Bolsonaro não terá nenhuma função oficial em sua eventual gestão e descartou a indicação de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, para o comando do Ministério das Relações Exteriores. As declarações foram feitas durante sabatina da Globo.
Relação com o ex-presidente Questionado sobre a participação do pai em um futuro governo, o candidato foi categórico ao afastar a possibilidade de nomeação, destacando apenas o papel de consulta que possui dentro de casa.
“Meu pai vai ser o povo brasileiro, para você que eu vou trabalhar. O presidente Bolsonaro nunca falou de cargo comigo, nunca sugeriu que gostaria de trablhar no governo. Tenho o privilégio de hora que eu precisar consultar um ex-presidente da República dentro de casa de confiança. Sou um privilegiado por isso, mas nunca tratou de cargo comigo”, disse Flávio.
Situação de Eduardo Bolsonaro O posicionamento do senador também serviu para esclarecer o futuro político do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, atualmente residindo nos Estados Unidos e que recebeu condenação de 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, por coação no curso do processo.
Repercussão das declarações A negativa sobre a chefia da diplomacia brasileira surgiu como resposta a falas anteriores do próprio Eduardo, que havia sugerido que a definição sobre o cargo de chanceler dependeria de Jair Bolsonaro.
Apesar de reconhecer a trajetória internacional do irmão na articulação com lideranças conservadoras de direita pelo mundo, o candidato presidencial pontuou que a chefia da diplomacia brasileira exige outro patamar de atuação. “Ele não será chanceler”, garantiu Flávio.






