A onça-pintada Moara, com pouco mais de 1 ano de idade, foi transferida nesta quarta-feira (14) para o Santuário Onça Pintada, situado na cidade mineira de Curvelo. O animal havia sido resgatado ainda filhote dentro de uma residência localizada no município mato-grossense de Barra do Garças, situado a 516 km de Cuiabá.
Logística da viagem e conservação
A operação de remoção foi conduzida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) como parte de uma iniciativa voltada para a preservação da espécie. Como o felino foi recolhido muito jovem, não há possibilidade de reintrodução na natureza, exigindo permanência perpétua sob supervisão humana.
O trajeto ocorreu entre a terça-feira (13) e a quarta-feira (14), com o animal transportado no interior de uma van climatizada. A estrutura contou com uma caixa especial de ferro equipada com grades para assegurar a circulação de ar durante todo o percurso interestadual.
Histórico de acolhimento e diretrizes técnicas
Antes de ser encaminhada para Minas Gerais, a onça recebeu tratamento e passou por um período de reabilitação sob a tutela do Instituto Urihi, na Estrada-Parque Transpantaneira. O destino final foi determinado pelo Grupo de Assessoramento Técnico do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Grandes Felinos, com consulta prévia ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
De acordo com a pasta ambiental, a movimentação visa preservar a diversidade genética de exemplares do Cerrado que vivem em cativeiro, alinhando-se aos protocolos oficiais de proteção à fauna silvestre.
O resgate na zona rural
O episódio que resultou no salvamento do animal aconteceu em 18 de agosto de 2025, quando a filhote foi encontrada na residência de uma família na zona rural de Barra do Garças, nas proximidades do km 23 da BR-158. Na ocasião, o sexo do espécime ainda era desconhecido pelas autoridades.
Registros em vídeo evidenciaram o momento em que a jovem onça se agarrou a um tecido utilizado pelas equipes para direcioná-la à gaiola, método que assegurou a integridade física tanto dos operadores quanto da própria felina. Apesar da reação, o animal exibia sinais de forte debilidade física e extrema dificuldade de locomoção. Após o suporte prestado por uma clínica veterinária local, a sobrevivente seguiu para os cuidados que viabilizaram sua posterior chegada ao santuário mineiro.






