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Durigan critica mercado financeiro por apostar em Flávio Bolsonaro

Durigan diz que mercado erra ao apostar em Flávio Bolsonaro

O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, avaliou nesta sexta-feira (16.out.2026) que investidores cometem um erro grave ao apostarem na ascensão de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República em disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante sabatina concedida à emissora Band, o representante da pasta econômica cuestionou o otimismo demonstrado por parte do setor financeiro logo após o término do primeiro turno das eleições.

Inviabilidade das contas públicas

O principal ponto de atrito apontado pela equipe econômica envolve a promessa da campanha adversária de registrar um superavit primário de 1,5% do PIB já em 2027, ao mesmo tempo em que garante a manutenção de iniciativas como o Bolsa Família, o programa Pé-de-Meia e a valorização contínua do salário mínimo.

O titular da Fazenda exigiu transparência nas propostas fiscais apresentadas pelos concorrentes ao Planalto.

Preocupação industrial

Enquanto setores do capital financeiro demonstram simpatia pela oposição, segmentos industriais e da construção civil manifestam apreensão diante de uma possível transição presidencial. De acordo com o governo, empresários dessas áreas receiam o desmonte de pilares de incentivo produtivo e alterações profundas no texto da reforma tributária recém-aprovada.

Defesa do legado fiscal

Questionado sobre estratégias para aplacar os ânimos dos agentes econômicos, Durigan rebateu as críticas ao propor uma análise baseada nos indicadores concretos acumulados ao longo do atual mandato presidencial.

O auxiliar de Lula enfatizou a aprovação de mais de 70 normativas junto ao Congresso Nacional, além de ressaltar o controle inflacionário, a expansão do Produto Interno Bruto e a conquista de novos mercados internacionais.

Plano para o futuro

Para um eventual novo ciclo administrativo, a diretriz econômica prevê a elevação progressiva do superavit sem beneficiar grupos isolados de pressão, garantindo equilíbrio entre as demandas populares e corporativas.

“Nós não vamos sair correndo pra atender ninguém 1º, não vai ser só o agro, não vai ser só a indústria, não vai ser só o mercado financeiro”, concluiu o ministro sobre a necessidade de harmonia estrutural.

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