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Santos Cruz aponta submissão de aliados de Bolsonaro a Trump

Santos Cruz critica ‘submissão voluntária’ da família Bolsonaro a Trump: ‘Vigarice’

O general da reserva Santos Cruz, que ocupou cargo de ministro durante a gestão de Jair Bolsonaro, disparou críticas severas contra o ex-presidente e seus aliados. Em entrevista recente ao canal Calma Urgente, o militar afirmou que a insistência do grupo em se alinhar aos interesses do líder norte-americano, Donald Trump, coloca em risco a soberania do Brasil.

Críticas à postura diante dos EUA

O ex-ministro condenou a estratégia de buscar respaldo internacional a qualquer custo, sugerindo que o comportamento dos aliados de Bolsonaro beira a humilhação. Segundo o militar, o uso de símbolos ligados ao movimento político de Trump por políticos brasileiros é um reflexo desse alinhamento.

“A busca de apoio externo, da maneira como foi feita, é um absurdo e realmente um ataque à soberania do Brasil. É submissão voluntária”General da reserva Santos Cruz

Santos Cruz também reprovou uma imagem de maio de 2026, na qual o senador Flávio Bolsonaro aparece ao lado de Trump na Casa Branca. Para o general, a fotografia evidencia uma postura de inferioridade. Ele ainda destacou como o fanatismo político pode cegar seguidores:

“O fanatismo apaga tudo. Apaga se você é corrupto, se você é pedófilo, se você é traidor. É o sentimento mais forte que existe na humanidade, mais forte que o amor familiar, que o vínculo de amizade”, disse Santos Cruz.

Interferência estrangeira e o papel de Eduardo Bolsonaro

Outro ponto de tensão mencionado pelo general foi a conduta do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Santos Cruz relembrou as idas do parlamentar aos Estados Unidos para articular apoios e discutir possíveis sanções contra o Brasil, classificando tais ações como inaceitáveis.

“A busca de interferência é traição. Nem sei se tem na legislação um enquadramento para isso. Eu me considero de direita. Isso aí que a gente vê, esse extremismo. Isso aí não é direita, isso se chama vigarice”General da reserva Souza Cruz

Questionamentos sobre o projeto familiar

Sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro, Santos Cruz foi categórico ao afirmar que o senador não possui identidade política própria, atuando apenas como um braço do projeto de poder de seu pai. O general relembrou sua experiência no governo anterior para justificar seu ceticismo em relação à família.

Qualquer brasileiro pode se candidatar, como se candidatou o candidato Flávio Bolsonaro. Agora, isso faz parte de um projeto familiar. Eu conheço o pai, trabalhei com ele totalmente despreparado para a função, por isso que não deu certo. Não tinha a mínima condição de ser presidente. Teve toda oportunidade para dar certo, mas não deu porque não tinha preparo suficiente, não conhecia nada de nada. E uma característica de covardia pessoal. Agora, o filho mais velho também não tem identidade; ele representa o interesse do pai, o interesse familiarGeneral da reserva Souza Cruz

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