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Brasil tem 1,5 milhão de crianças e adolescentes no trabalho infantil

Brasil tem 1,5 milhão de crianças e adolescentes no trabalho infantil, menor número desde 2016

O Brasil registrou 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2025, o que representa uma queda de 9,2% em comparação ao ano anterior. Esse é o menor número e a menor proporção já apontados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde o início da série histórica em 2016.

Perfil etário e as piores formas de ocupação No ano de referência, a proporção de jovens nessa condição recuou para 4%, contra 5,2% contabilizados em 2016, quando o país somava 2,1 milhões de pessoas nessa faixa etária. Apesar da melhora, mais de um terço dos que exerciam atividades econômicas — cerca de 525 mil pessoas — estava em atividades classificadas entre as piores formas de trabalho infantil, aquelas capazes de comprometer a saúde, a segurança e o desenvolvimento. Esse grupo é composto majoritariamente por meninos (72,6%), autodeclarados pretos ou pardos (68,3%) e adolescentes de 16 e 17 anos (333 mil).

Desigualdades regionais e impacto da educação A distribuição territorial demonstra que o Sudeste lidera em volume absoluto, com 481 mil casos, seguido por Nordeste (408 mil), Norte (249 mil), Sul (233 mil) e Centro-Oeste (128 mil). Contudo, ao avaliar a proporção em relação à população jovem local, o Norte apresenta a maior taxa do país, com 6,3%. Em termos educacionais, a taxa de escolarização entre os trabalhadores infantis foi de 86,9%, valor inferior aos 97,5% observados para o total de jovens da mesma idade no Brasil.

O papel do Bolsa Família e a atuação fiscalizadora A retração do indicador esteve fortemente concentrada entre famílias atendidas pelo Bolsa Família, respondendo por mais de 95% da queda nacional de 151 mil casos em relação ao período anterior. Paralelamente, a fiscalização federal intensificou o combate ao problema: em 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego executou 10.234 ações fiscais que resultaram no afastamento de 4.318 crianças e adolescentes, o maior patamar da última década, enquanto os canais de denúncia registraram crescimentos expressivos ao longo do ano.

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